Senador aciona Conselho de Ética contra Gleisi por entrevista a TV árabe

O senador José Medeiros (Podemos-MT) entrou com uma representação junto ao Conselho de Ética do Senado contra a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR); representação por quebra de decoro parlamentar e consequente perda do mandato foi motivada por uma entrevista dada por Gleisi ao canal de TV árabe Al Jazeera onde, a exemplo de dezenas entrevistas anteriores e para outros veículos de mídia, ela pedia apoio no tocante a liberdade do ex-presidente Lula

Senador José Medeiros (Podemos-MT) e senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) .2
Senador José Medeiros (Podemos-MT) e senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) .2 (Foto: Paulo Emílio)

247 - O senador José Medeiros (Podemos-MT) entrou com uma representação junto ao Conselho de Ética do Senado contra a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR). Representação por quebra de decoro parlamentar e consequente perda do mandato foi motivada por uma entrevista dada por Gleisi ao canal de TV árabe Al Jazeera onde, a exemplo de dezenas entrevistas anteriores e para outros veículos de mídia, ela pedia apoio no tocante a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua representação, Medeiros alega que o PT e os "lulistas" se transformaram em uma Medeiros diz que o PT e lulistas se transformaram em uma espécie de "seita" que os aproxima de grupos extremistas como o Hezbollah. Ainda segundo ele, Gleisi teria abusado da imunidade parlamentar e infringido artigos do Código Penal ao fazer incitação e apologia ao crime ou criminoso e incorrer em crime contra a segurança nacional.

"Tal seita, inclusive, que se aproxima diuturnamente, em ideais, postura e propostas, de grupos como o Hisbollah, que, travestidos de partidos políticos, buscam a desordem e a mentira como meio para perpetuação do poder, sustentados financeiramente por criminosos", escreveu Medeiros em sua petição.

Medeiros também afirma que a parlamentar visa a ruptura constitucional, da lei e da ordem, tentando entregar o estado brasileiro "ao controle de pessoas que não foram constitucionalmente designadas para tal". O presidente do Conselho de Ética, senador João Alberto de Souza (PMDB-MA), disse que o documento será encaminhado à assessoria jurídica da Casa para verificar se ele será aceito ou arquivado.

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