Senador da Comissão de Relações Exteriores se diz confuso e surpreso com decisão dos EUA sobre OCDE

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, se disse surpreso e confuso com a decisão do governo dos EUA em não apoiar a proposta do Brasil de ingressar na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). "Vamos procurar ver qual o motivo, saber a fundo o que está acontecendo", disse ele, que pediu uma reunião com o Itamaraty

247 - O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), está confuso e não consegue entender a decisão do governo dos Estados Unidos em não apoiar a proposta do Brasil de ingressar na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

O apoio foi garantido por Bolsonaro após viagem aos EUA, que deu como garantia o acesso aos americanos à plataforma de lançamento de foguetes de Alcântara, no Nordeste, e extinguiu a exigência de visto para turistas daquele país. Além disso, Além disso, Bolsonaro prometeu abrir mão do status de nação em desenvolvimento na Organização Mundial do Comércio (OMC), o que lhe dava benefícios como prazos maiores para a adequação a acordos comerciais e regras mais flexíveis na concessão de subsídios industriais.

No entanto, o governo Donald Trump se recusou a endossar a tentativa, refletindo o isolamento de Bolsonaro no exterior.

O senador não se conforma. Disse que ficou surpreso, afirmando que contava com o apoio americano. "Vamos procurar ver qual o motivo (que levou o país americano a recusar o apoio ao ingresso do Brasil), saber a fundo o que está acontecendo para tomar as medidas necessárias. Ao que me consta, os Estados Unidos eram nosso maior padrinho e incentivador na questão do ingresso na OCDE. Vamos nos reunir para esclarecer os fatos", disse Trad, afirmando que já solicitou audiência com o chanceler brasileiro Ernesto Araújo para tratar sobre o assunto.

Para o senador, o momento pede cautela, para buscar primeiro entender as razões que levaram à desistência. 

Para o governo, a informação caiu como uma bomba, já que a entrada no grupo era certa e considerada uma das principais apostas da política externa do presidente Jair Bolsonaro. Em viagem a Washington em março, Bolsonaro ofereceu acesso aos americanos à plataforma de lançamento de foguetes de Alcântara, no Nordeste, e extinguiu a exigência de visto para turistas daquele país.

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