Sérgio Moro diz que não pretende se candidatar a nada

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se candidatar a nenhum cargo político. "Eu não tenho nem o perfil. Vim para uma missão técnica e estou focado no meu trabalho como ministro. O candidato para 2022 será o presidente Jair Bolsonaro"

(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)

247 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se candidatar a nenhum cargo político. "Eu não tenho nem o perfil. Vim para uma missão técnica e estou focado no meu trabalho como ministro. O candidato para 2022 será o presidente Jair Bolsonaro".  As declarações foram feitas em entrevista à GloboNews. 

 O ex-juiz tentava assim desmentir as informações publicadas na véspera pela Folha de S.Paulo de que poderia vir a ser candidato a vice-presidente da República na chapa encabeçada pelo governador de S.Paulo, João Doria.   

Na entrevista, Moro comentou sobre o vazamento de mensagens trocadas entre procuradores da República e que municiaram reportagens do The Intercept Brasil. "Eu acho que essas mensagens do Intercept já não têm muito reflexo. O que aconteceu foi... Primeiro: é um hackeamento criminoso, foi obtido por meios criminosos. Não há prova de autenticidade. E foi divulgado com sensacionalismo, faltou pegar um tambor para divulgar essas mensagens. As provas estão lá, as mensagens não revelam nada. Além de não ser demonstrada autenticidade, não demonstra nenhuma fraude ou algo errado neste processo.", disse Moro.  

Mas os diálogos vazados mostram que Moro interferiu nos processos, orientou investigações da Operação Lava Jato, sugeriu testemunhas, pediu petições adiantadas aos procuradores para formular suas respostas e reclamou da falta de operações.   Nas últimas mensagens, publicadas nesta semana,  os procuradores fazem chacota com a morte da ex-primeira dama e esposa de Lula, Marisa Letícia, e de seus outros familiares que morreram.   

Durante a entrevista, Moro também criticou o projeto de abuso de autoridade, aprovado no Congresso e que está na mesa de Bolsonaro para sanção. "Tem de se tomar muito cuidado para que a criminalização do abuso não acabe tendo efeito para evitar que policiais, juízes e promotores façam a coisa certa. Não só a corrupção, mas crime organizado, tráfico de drogas, de armas.", argumentou.  

As informações são do UOL

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