Simpatizantes de Bolsonaro se alimentam de fake news

Notícias falsas e comentários alarmistas de cunho islamofóbico alimentam a rede virtual de simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), em um ambiente similar ao da campanha que elegeu Donald Trump nos EUA; os conteúdos giram em círculos, mesmo depois de contestados, abastecendo grupos por semanas

Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC)
Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - A rede virtual de simpatizantes de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) é alimentada por notícias falsas e comentários alarmistas de cunho islamofóbico alimentam, em um ambiente similar ao da campanha que elegeu Donald Trump nos EUA.

Muitas vezes, os conteúdos giram em círculos, mesmo depois de contestados, abastecendo grupos por semanas.

Em junho, ocorreu um caso exemplar. Viralizou um áudio atribuído ao senador Magno Malta (PR-ES) –ele nega– em que o narrador anuncia "a invasão de 1,8 milhão de muçulmanos" ao país.

Seria supostamente estratégia do governo Michel Temer para agradar a ONU, "que é completamente islâmica", para obter assento permanente no Conselho de Segurança do organismo, que se define pela neutralidade política, geográfica e religiosa.

Mas a mensagem pede "intervenção hoje". "Bem-vindos ao Brasilquistão, a nova Turquia da América Latina. Espero que Bolsonaro ganhe, pelo amor de Deus. Espero que as Forças Armadas façam algo, porque [senão] o nosso país estará destroçado", diz o narrador.

Bolsonaro está em campanha para viabilizar uma candidatura à Presidência em 2018. Desde o ano passado, quando foi batizado pelo pastor Everaldo no rio Jordão, faz acenos ao eleitorado evangélico enaltecendo Israel.

Essa agenda acabou por aproximá-lo de parte da comunidade judaica.

As informações são de reportagem de Thaís Bilenky na Folha de S.Paulo.

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