Sindicato de delegados manda recado a Mourão: Brasil não precisa de uma Constituição outorgada

O Sindicato dos Delegados da PF-SPrepudiou a declaração do general Hamilton Mourão (PRTB), vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), após o militar defender uma nova Constituição; "Tudo o que o Brasil não precisa é de uma Constituição outorgada, imposta, como a de 1937", diz a presidente do Sindicato dos Delegados de PF-SP, Tania Prado

Sindicato de delegados manda recado a Mourão: Brasil não precisa de uma Constituição outorgada
Sindicato de delegados manda recado a Mourão: Brasil não precisa de uma Constituição outorgada (Foto: Dir.: ABR)

247 - O Sindicato dos Delegados da Polícia Federal em São Paulo repudiou a declaração do general Hamilton Mourão (PRTB), vice do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), após o militar defender uma nova Constituição enxuta, redigida por "notáveis não eleitos", ratificada por plebiscito, em contraposição à de 1988, que foi elaborada por uma Assembleia Constituinte e promulgada pelo Congresso Nacional.

A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo, Tania Prado, vê com extrema preocupação a declaração vinda de um dos candidatos a vice-presidência do Brasil, sinalizando indesejável hipertrofia do Poder Executivo e promovendo desequilíbrio entre os Poderes da União, e questiona os efeitos disso na estabilidade do país, nas relações jurídicas e, sobretudo, no funcionamento das instituições de Estado.

"É imprescindível saber o que se planeja para o conteúdo da nova Constituição, sugerida pelo general, e que essa proposta seja incluída com transparência e clareza no programa de governo da chapa, enviado ao TSE", diz. "Tudo o que o Brasil não precisa é de uma Constituição outorgada, imposta, como a de 1937, com supressão das estruturas que hoje estão funcionando no tocante à responsabilização de corruptos e organizações criminosas. O processo de depuração pelo qual passa o país se deu graças ao sistema de freios e contrapesos previstos justamente na Constituição vigente", acrescenta.

 

 

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