Singer: indignação não deve ser descarregada só sobre o petismo

Cientista político destaca que, em sua delação, Sérgio Machado "retroage ao longínquo ano de 1946" para falar sobre propinas em campanhas e lembra de depoimento recente do empresário Ricardo Semler que apontou propina na Petrobras durante a ditadura militar; "Nada disso exime o PT", escreve André Singer, mas "descarregar toda a indignação sobre o petismo não só é injusto, como não contribuirá para que o sistema no Brasil de fato mude"

Cientista político destaca que, em sua delação, Sérgio Machado "retroage ao longínquo ano de 1946" para falar sobre propinas em campanhas e lembra de depoimento recente do empresário Ricardo Semler que apontou propina na Petrobras durante a ditadura militar; "Nada disso exime o PT", escreve André Singer, mas "descarregar toda a indignação sobre o petismo não só é injusto, como não contribuirá para que o sistema no Brasil de fato mude"
Cientista político destaca que, em sua delação, Sérgio Machado "retroage ao longínquo ano de 1946" para falar sobre propinas em campanhas e lembra de depoimento recente do empresário Ricardo Semler que apontou propina na Petrobras durante a ditadura militar; "Nada disso exime o PT", escreve André Singer, mas "descarregar toda a indignação sobre o petismo não só é injusto, como não contribuirá para que o sistema no Brasil de fato mude" (Foto: Gisele Federicce)

247 – O cientista político André Singer afirma em sua coluna da Folha neste sábado, sobre "a longevidade das práticas desbaratadas pela Lava Jato", que "descarregar toda a indignação sobre o petismo não só é injusto, como não contribuirá para que o sistema no Brasil de fato mude".

Ele destaca que, em sua delação premiada, Sérgio Machado, ex-Transpetro, "retroage ao longínquo ano de 1946" para falar sobre propinas em campanhas e lembra de depoimento recente do empresário Ricardo Semler que apontou propina na Petrobras durante a ditadura militar.

"Nada disso exime o PT", alerta o colunista. "Ao contrário, também criado para combater tais práticas, o partido precisa explicar por que, onde e quando mudou de direção", cobra.

Ele pondera, no entanto, que "o Estado não foi tomado em 2003 por uma organização criminosa especializada em propinas: esse é o modo tradicional de financiamento político no Brasil".

Leia aqui a íntegra.

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