Só 24% dos brasileiros acreditam no governo, diz pesquisa

Uma pesquisa divulgada agora mostra que a confiança dos brasileiros nas instituições do país despencou no último ano e está no pior nível desde 2001; só 24% das pessoas acredita no governo e 62% delas dizem que o sistema nacional como um todo ruiu e não é mais capaz de atender as demandas da sociedade

Paulo- SP, Brasil- Manifestação contra o governo de Michel Temer na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Roberto Parizotti/ CUT
Paulo- SP, Brasil- Manifestação contra o governo de Michel Temer na avenida Paulista, em São Paulo. Foto: Roberto Parizotti/ CUT (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Uma pesquisa divulgada agora mostra que a confiança dos brasileiros nas instituições do país despencou no último ano e está no pior nível desde 2001; só 24% das pessoas acredita no governo e 62% delas dizem que o sistema nacional como um todo ruiu e não é mais capaz de atender as demandas da sociedade.

A corrupção é o maior temor dos brasileiros e o a proteção da economia nacional é desejada pela maioria deles, mesmo que signifique menor crescimento. Estas são as principais conclusões do estudo global Edelman Trust Barometer 2017. Descrença, medo e um individualismo exacerbado são as características mais ressaltadas no levantamento. A deterioração geral na relação dos indivíduos com o governo, as empresas, as ONG’s e a mídia ocorreu em 21 dos 28 países pesquisados e o Brasil está entre aqueles que tiveram a piora mais acentuada, passando a integrar o grupo dos “desconfiados”.

As informações são de Thais Herédia no G1.

"A pesquisa foi feita on-line com mais de 33 mil pessoas em todos os países selecionados, sendo 1.150 entrevistados por país, entre outubro e novembro de 2016. O grupo de entrevistados está dividido em dois públicos: o geral e o informado. Este segundo representa 15% do total com gente com formação superior, experiência no mercado de trabalho e consumo de mídias - o topo da pirâmide, a elite.

No Brasil, a confiança caiu em três instituições e com pouca diferença entre os dois públicos, ou seja, o sentimento é o mesmo entre os “informados” e o público “geral”. Até 2015 a “elite” brasileira sempre confiou mais como em outros países ainda acontece. Agora não, todos se juntaram num bolo que não enxerga mais credibilidade nas instituições no Brasil."

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