Solnik: após 50 anos do AI-5, militares ameaçam STF e vetam habeas corpus

Nesta quinta-feira (13) completa-se 50 anos do Ato Institucional Número Cinco, o AI-5, que foi o mais duro de todos os Atos Institucionais; o jornalista Alex Solnik relembra que o ato negava o direito ao habeas corpus para presos políticos e compara o Brasil daquela época com o atual; "Quando o general Villas Bôas deu uma prensa no STF para que não soltassem o ex-presidente Lula, ameaçando a instituição de forma velada, ele mostrou que o AI-5 segue valendo no Brasil", condena o jornalista 

Solnik: após 50 anos do AI-5, militares ameaçam STF e vetam habeas corpus
Solnik: após 50 anos do AI-5, militares ameaçam STF e vetam habeas corpus

247 - O programa Boa Noite 247 desta quarta-feira (12) destacou os 50 anos do Ato Constitucional 5 (AI-5), a visita de Chico Buarque ao Papa e os desdobramentos dos supostos esquemas de arrecadação ilícita envolvendo o clã Bolsonaro.

Nesta quinta-feira (13) completa-se 50 anos do Ato Institucional Número Cinco, O AI-5, que foi o mais duro de todos os Atos Institucionais e foi emitido pelo presidente Artur da Costa e Silva em 13 de dezembro de 1968.

Tal ação resultou na perda de mandatos de parlamentares contrários aos militares, intervenções ordenadas pelo presidente nos municípios e estados e também na suspensão de quaisquer garantias constitucionais que eventualmente resultaram na institucionalização da tortura, comumente usada como instrumento pelo Estado.

Na opinião do jornalista Alex Solnik, os militares negaram o direito ao habeas corpus no passado, com o AI-5, e seguem com a mesmo poder de influência no presente. "Quando o general Villas Bôas deu uma prensa no STF para que não soltassem o Lula, ameaçando a instituição de forma velada, ele mostrou que o AI-5 segue valendo no Brasil", aponta. 

"Se o STF soltasse Lula os militares invadiriam o Brasil", avalia Solnik.

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