‘Solução é Dilma voltar a ter governabilidade’

Ministro de Assuntos Estratégicos do Brasil nos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o filósofo Roberto Mangabeira Unger diz que não vê como solução para o País impeachment nem renúncia de Dilma; ao contrário, ele diz que a presidente precisa voltar a ter governabilidade para acabar a crise; "O melhor para o País é que a presidente seja resguardada no exercício do seu mandato, mas que, em seguida, reoriente radicalmente o seu governo. Que chame os melhores", afirma Mangabeira

Ministro de Assuntos Estratégicos do Brasil nos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o filósofo Roberto Mangabeira Unger diz que não vê como solução para o País impeachment nem renúncia de Dilma; ao contrário, ele diz que a presidente precisa voltar a ter governabilidade para acabar a crise; "O melhor para o País é que a presidente seja resguardada no exercício do seu mandato, mas que, em seguida, reoriente radicalmente o seu governo. Que chame os melhores", afirma Mangabeira
Ministro de Assuntos Estratégicos do Brasil nos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, o filósofo Roberto Mangabeira Unger diz que não vê como solução para o País impeachment nem renúncia de Dilma; ao contrário, ele diz que a presidente precisa voltar a ter governabilidade para acabar a crise; "O melhor para o País é que a presidente seja resguardada no exercício do seu mandato, mas que, em seguida, reoriente radicalmente o seu governo. Que chame os melhores", afirma Mangabeira (Foto: Romulo Faro)
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247 - Ministro de Assuntos Estratégicos do Brasil nos governos do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff (5 de fevereiro a 14 de setembro de 2015), o filósofo Roberto Mangabeira Unger diz que não vê como solução para o País impeachment nem renúncia de Dilma. Ao contrário, ele diz que a presidente precisa voltar a ter governabilidade para acabar a crise.

Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Unger afirma que "Dilma é a figura mais honesta na chefia de Estado desde o início da República".

O ex-ministro acredita que a renúncia seria menos "danosa" para a democracia do que o impeachment, mas que essa também não é a melhor alternativa.

"O melhor para o País é que a presidente seja resguardada no exercício do seu mandato, mas que, em seguida, reoriente radicalmente o seu governo. Que chame os melhores", afirmou.

Ele acredita que as 'pedaladas fiscais' – uso de dinheiro de bancos públicos para bancar programas sociais – são insuficientes para enquadrá-la em crime de responsabilidade. "Práticas fiscais usadas por todos os presidentes recentes não podem servir para derrubar presidente."

Para Unger, Dilma não pode ser confundida com corruptos. "Conheço Dilma Rousseff há mais de 30 anos. Como todos nós, ela é cheia de defeitos, mas é uma pessoa íntegra e ilibada. Desde Prudente de Morais (1894-1898), não vemos tanta severidade moral na pessoa do chefe de Estado."

A "onda contra Dilma", avalia Unger, foi embrulhada em "ódio e frustração no manto do moralismo": "A onda passará e deixará um gosto amargo na boca da nação. Não há atalhos para construir o Brasil."

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