Stédile: burguesia conseguiu impor um governo tipo Pinochet

De acordo com o líder do MST, João Pedro Stédile, "a burguesia brasileira subordinada ao capital internacional conseguiu o que queria: legitimidade do voto para impor um governo tipo Pinochet. Repressor dos direitos, movimentos e liberdades para poder aplicar programa ultraliberal para assaltar recursos naturais e direitos"; segundo ele, o plano de Jair Bolsonaro (PSL) "não vai tirar o país da crise"

Stédile: burguesia conseguiu impor um governo tipo Pinochet
Stédile: burguesia conseguiu impor um governo tipo Pinochet (Foto: Dir.: embaixo (Valter Campanato - ABR))

247 - O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MST), João Pedro Stédile, bateu pesado no presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). "A burguesia brasileira subordinada ao capital internacional conseguiu o que queria: legitimidade do voto para impor um governo tipo Pinochet. Repressor dos direitos, movimentos e liberdades para poder aplicar programa ultraliberal para assaltar recursos naturais e direitos", escreveu o ativista no Twitter.

"O novo governo terá muitas contradições. Seu plano não vai tirar o país da crise. E a repressão não vai adiantar. Vejam os casos de Chile e Peru. Depois de planos neoliberais, têm apenas militância fanática, enrustida nas PMs, maçonaria e Forças Armadas. Sem base social organizada", acrescentou.

De acordo com Stédile, "olhando pra frente, não devemos desanimar ou cair na armadilha do medo". "Devemos construir uma ampla FRENTE DEMOCRÁTICA, que dê vazão a todas as forças que se juntaram na ultima semana. E reproduzir essa frente em todos municípios e regiões", disse.

O líder do MST afirmou que "a Frente Brasil Popular deve manter a metodologia de consultar o povo de casa em casa. É urgente fazer plenárias estaduais para organizar iniciativas para discutir com o povo a nova conjuntura e organizar a luta na defesa dos direitos,emprego,renda,moradia, terra, escola e saúde".

"Estamos todos doloridos e preocupados.Não devemos desanimar pela derrota eleitoral. Saímos de cabeça erguida! Enfrentamos a força do capital,as mentiras propagadas aos milhões,a mídia vergonhosa, reacionarismo do Judiciário, que prendeu Lula, impediu de ser candidato e até de falar", disse. "Na última semana da eleição, se formou uma poderosa corrente de muitas forças populares, progressistas, artistas, intelectuais, pastorais, igrejas e muitas ações a partir da auto organização de coletivos de pessoas comuns, que devem se manter coesos para enfrentar o novo governo".

"Bolsonaro fez 56 milhões de votos. Haddad,46 milhões.31 milhões não votaram em ninguém...Foi uma eleição equilibrada.A maioria dos eleitores não deu carta branca a Bolsonaro. Saímos com 12 governadores, eleitos por forças contrárias ao fascismo. Serão uma retaguarda institucional".

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