"STF está brincando com fascismo", diz Rogério Correia

“O STF não pode lavar as mãos, como fez Pôncio Pilatos. Não se deve brincar com o fascismo. E o que esse movimento significa é exatamente isto”, advertiu o deputado federal Rogério Correia.(PT-MG), um dos autores da ação que pedia a proibição do ato antidemocrático de militares contra o Congresso e o STF

(Foto: Jailson Sam - Agência Câmara)
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247 - Parlamentares repudiaram a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, que negou o pedido para que fosse proibido o ato de militares que defende a ocupação da Corte e fechamento do Congresso prevista para esse fim de semana.

O ministro argumentou que não é competência da Corte se manifestar sobre a passeata. Para deputado Rogério Correia, com a decisão, o STF “está brincando com o fascismo”.

“O STF não pode lavar as mãos, como fez Pôncio Pilatos. Não se deve brincar com o fascismo. E o que esse movimento significa é exatamente isto. Portanto, manifestações autoritárias que pedem fechamento do Congresso e do STF, são contra a democracia e não devem ser aceitas pela sociedade. O Supremo devia ter cuidado com isso”, advertiu Rogério Correia.

O líder do PT na Câmara, Enio Verri (PR), endossou: “Com todo respeito ao decano Celso de Mello, eu acho que [essa decisão] é um equívoco. Afinal de contas, o que estamos questionando não é o direito da população organizar-se em atos e manifestações, embora tenhamos o problema do coronavírus. O que estamos questionando é esse tipo de manifestação confessadamente antidemocrática”.

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