STF investiga propaganda que procurador de Curitiba disse ter pago em mensagens da Vaza Jato

Em mensagens reveladas pela Vaza Jato, o procurador Diogo Castos Mattos diz que ele mesmo pagou por propaganda da Lava Jato. Mas documentos encaminhados ao Supremo apontam que a peça foi encomendada pelo músico João Carlos Queiroz Barbosa. Ele, por sua vez, negou ter contratado o serviço

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247 - O inquérito aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga fake news e ataques contra a Corte vai investigar quem são os responsáveis pela instalação de um outdoor em homenagem aos cinco anos da Lava Jato numa via de acesso ao aeroporto Afonso Pena, na região metropolitana de Curitiba (PR). A informação é do site UOL.

Mensagens reveladas pelo The Intercept, mostram o procurador Diogo Castos Mattos diz que ele mesmo pagou pela propaganda. O outdoor tinha fotos de procuradores da República, incluindo Matos, acompanhada dos dizeres: "Bem-vindo à República de Curitiba, terra da Lava Jato, a investigação que mudou o país". 

Documentos sobre a contratação do outdoor, entretanto, apontam que a peça foi encomendada em nome de João Carlos Queiroz Barbosa. Ele é músico, diz não ter relação com a Lava Jato e nega ter pago pela placa. STF pede esclarecimentos sobre o outdoor a empresa responsável, a Outdoormídia, que já recebeu uma notificação da Superintendência da PF (Polícia Federal) do Paraná. 

De acordo com o advogado da empresa, Luis Gustavo Ferraz, foram encaminhados documentos que aponta que a propaganda da Lava Jato foi contratada por João Carlos Barbosa, via e-mail, com pagamento de R$ 4.100 feito por boleto bancário. 

Procurado pelo UOL, a Lava Jato disse que Diogo Castor não integra mais a força-tarefa desde o dia 5 de abril, três dias depois de a Outdoormídia ser procurada pela PF para prestar esclarecimentos sobre o outdoor.

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