Submissão de Bolsonaro aos EUA traz riscos para o Brasil, diz Mello Franco

"Ao tomar partido dos Estados Unidos no conflito com o Irã, o Brasil afrontou sua tradição diplomática, reforçou a submissão à Casa Branca e criou riscos desnecessários à segurança nacional”, diz o jornalista Bernardo Mello Franco

(Foto: Divulgação | Alan Santos/PR)
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco destaca em sua coluna desta terça-feira (7) que “ao tomar partido dos Estados Unidos no conflito com o Irã, o Brasil afrontou sua tradição diplomática, reforçou a submissão à Casa Branca e criou riscos desnecessários à segurança nacional”. 

“Ex-ministro de Bolsonaro, o general Santos Cruz disse que o Brasil “não tem razões” para se envolver na disputa entre Washington e Teerã”, ressalta. “O general deixou claro que sua preocupação não é com as relações comerciais. Sob este aspecto, a subserviência a Trump também parece uma escolha desastrada. No ano passado, o país registrou US$ 2 bilhões de superávit na balança com o Irã”, observa.

Mello Franco relembra, ainda, que “a Constituição afirma que as relações internacionais do Brasil devem se pautar pela não intervenção e pela resolução pacífica de conflitos. São princípios permanentes da República, a serem obedecidos por governantes à esquerda e à direita”.

Ele observa, também, os riscos que o Brasil passa a correr como avaliou o  que o ex-chanceler Celso Amorim, que classificou “a nota do Itamaraty em apoio aos americanos como um “desastre absoluto”. “O Brasil sempre agiu em defesa da paz. Essa guinada pode trazer para cá um conflito que nunca teve nada a ver conosco”’. 

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