Sucessão de erros facilitou expansão da febre amarela no Sudeste

Segundo especialistas, a ocorrência de erros em série permitiu que a febre amarela se espalhasse pelo Sudeste: entre as falhas apontadas por especialistas estão problemas de planejamento, tímida vigilância da cobertura vacinal e falta de senso de urgência diante de evidências de que o vírus se aproximava da região mais populosa do Brasil

Sucessão de erros facilitou expansão da febre amarela no Sudeste
Sucessão de erros facilitou expansão da febre amarela no Sudeste (Foto: Clarice Castro)

247 - A sucessão de casos de febre amarela expôs a críticas a agilidade e a eficácia da reação do país ao vírus. Entre os erros apontados por especialistas estão problemas de planejamento, tímida vigilância da cobertura vacinal e falta de senso de urgência diante de evidências de que o vírus se aproximava da região mais populosa do Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, desde julho de 2017 foram confirmados 130 casos de febre amarela no país. Na contagem do governo Geraldo Alckmin (PSDB), são 134 só em cidades paulistas desde janeiro de 2017, com 52 mortes. No Rio, são 26 pessoas infectadas só neste ano.

As capitais dos dois Estados não têm casos humanos autóctones da doença, só de pessoas infectadas fora. A preocupação, porém, é agravada porque elas não estavam na área de vacinação recomendada pelo ministério –e, portanto, têm elevado contingente desprotegido.

No interior de São Paulo e região metropolitana, nove em cada dez casos da doença ocorreram em locais fora do mapa de recomendação de vacina –além da capital, não há casos humanos no litoral.

As informações são de reportagem de Angela Pinho e Claudia Collucci na Folha de S.Paulo.

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