Suíça investiga Henrique Alves por corrupção e lavagem de dinheiro

"O Escritório do Procurador Geral da Suíça confirma a abertura de um processo legal em fevereiro de 2016 contra Henrique Eduardo Lyra Alves sob suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva", afirmou o Ministério Público suíço; Alves foi citado em depoimento de delação premiada feita pelo ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado como sendo beneficiário de propinas no valor de R$ 1,5 milhão que teriam sido repassados entre 2008 e 2014; ele foi o terceiro ministro da administração Temer a cair em 40 dias de governo em razão de denúncias de envolvimento em casos de corrupção e desvios

Brasília - O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, fala sobre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, no Palácio do Planalto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Brasília - O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, fala sobre os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, no Palácio do Planalto (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

247 - Autoridades suíças declararam que o ex-ministro do Turismo do governo do presidente interino Michel Temer é investigado pelos crimes de " lavagem de dinheiro " e " corrupção passiva ". "O Escritório do Procurador Geral da Suíça confirma a abertura de um processo legal em fevereiro de 2016 contra Henrique Eduardo Lyra Alves sob suspeita de lavagem de dinheiro e corrupção passiva", afirmou o Ministério Público suíço. Alves que renunciou ao cargo na semana passada, foi o terceiro ministro da administração Temer a cair em 40 dias de governo.

Alves foi citado em depoimento de delação premiada feita pelo ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado como sendo beneficiário de propinas no valor de R$ 1,5 milhão que teriam sido repassados entre 2008 e 2014. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, fontes ligadas ao caso teriam confirmado que o ex-ministro manteve uma cota com depósitos entre US$ 700 mil e US$ 1 milhão. O dinheiro foi bloqueado por autoridades suíças.

"Diante do fato de que Henrique Alves ser um cidadão brasileiro, ele não pode ser extraditado para a Suíça ", disse a autoridade suíça. "Por esse motivo, a Procuradoria pediu em março de 2016 para que o processo seja transferido ao Brasil. Isso seria feito para permitir que o caso pudesse ser investigado e julgado por autoridades brasileiras ", afirmou.

 

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