Supremo teme que eventual demissão de Mandetta provoque conflito entre Executivo e Judiciário

Ministros da suprema corte do país temem que uma enxurrada de ações judiciais caso o ministro da Saúde seja demitido por Bolsonaro leve o STF para o centro da crise política

(Foto: Dir.: Reuters)
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247 - Uma eventual mudança de linha no MInistério da Saúde, em plena luta contra a epidemia de coronavírus, poderá levar entidades de classe, partidos políticos, governos estaduais e municipais ao Supremo para garantir a adoção de medidas técnicas no enfrentamento à pandemia.

Reportagem do jornalista Matheus Teixeira na Folha de S.Paulo aponta que a flexibilização do isolamento social, caso ocorra na hipótese de demissão do ministro, será questionada no tribunal e obrigará o Supremo a tomar uma posição. Ministros da corte temem que isto desgaste a relação entre os poderes Executivo e Judiciário. 

Outro exemplo de questão que poderia ser remetida para julgamento do STF é o uso ou não da cloroquina como medicamento para combater a covid-19. 

A reportagem aponta que ministros do STF vêm dando sinais públicos de que imporão limites às ações de Bolsonaro. O ministro Gilmar Mendes tem dito em entrevistas que não tem dúvidas de que uma política pública contra orientações da OMS não obteria apoio no Supremo. 

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