Tacla Duran rebate procurador aposentado da Lava Jato que diz que não atuará para empresas investigadas

O ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán chamou de mentirosa a afirmação do procurador agora aposentado Carlos Fernando dos Santos Lima, da Lava Jato, que disse que vai se dedicar a consultoria e a advocacia, mas não vai representar empresas investigadas pela operação

Tacla Duran rebate procurador aposentado da Lava Jato que diz que não atuará para empresas investigadas
Tacla Duran rebate procurador aposentado da Lava Jato que diz que não atuará para empresas investigadas

247 - Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o procurador agora aposentado Carlos Fernando dos Santos Lima disse que vai se dedicar a consultoria e a advocacia. Lima, que integrou a força-tarefa da Lava Jato e era considerado como um dos mentores da operação, disse que deve abrir um escritório para atuar para o setor privado dando cursos e consultorias na área de compliance.

Questionado se iria atuar para empresas investigadas na Lava Jato, ele afirmou "Não no caso Lava Jato. Posso atuar para uma empresa... Mas não no caso da Lava Jato".

Em sua página nas redes sociais, o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Durán afirmou: "Dr. Carlos Fernando - o Sr. é um MENTIROSO!".

Tacla denunciou um esquemas de pagamento de propina em troca de melhorias em delações premiadas negociadas em Curitiba. O ex-advogado da Odebrecht, que vive na Espanha, chamou o esquema de "indústria da delação" na Lava Jato.

Recentemente, um processo aberto por um ex-executivo de outro empreiteira investigada pela Lava Jato, a OAS, revelou um esquema de pagamento de R$ 6 milhões para cada executivo que adequasse a delação conforme interesse da empresa.

Em um outro post, Tacla reforça que "delações da Lava Jato esbarraram em manipulação, perícia e falta de prova".  Anexando uma reportagem do site UOL, o ex-advogado destaca um trecho em que aponta que entre os problemas, estão falta de perícias nos sistemas de controle Odebrecht. "Cada um dos 77 delatores da empreiteira recebeu R$ 15 milhões para participar do acordo #tacladuran", aponta ele, reforçando a denúncia que fez em videoconferência na Câmara dos Deputados, em junho de 2018.

 

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