Temer se revolta com Machado, que o acusou de pedir propina

Presidente interino fez discurso no Palácio do Planalto para rebater as acusações de Sérgio Machado, cuja delação chamou de "irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa"; Michel Temer exaltou "gestos vitoriosos" que teria realizado em seu governo até o momento e disse que, se tivesse cometido "aquele delito irresponsável", não teria condições de governar o País; Machado disse que Temer acertou com ele propina de R$ 1,5 milhão para a campanha de Gabriel Chalita em São Paulo

Presidente Interino Michel Temer durante cerimônia de posse do senhor Torquato Jardim no cargo de Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle. (Brasília - DF, 02/06/2016) Foto: Beto Barata/PR
Presidente Interino Michel Temer durante cerimônia de posse do senhor Torquato Jardim no cargo de Ministro da Transparência, Fiscalização e Controle. (Brasília - DF, 02/06/2016) Foto: Beto Barata/PR (Foto: Gisele Federicce)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 – Em um discurso de sete minutos no Palácio do Planalto, o presidente interino, Michel Temer, se mostrou revoltado com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, que em delação premiada o acusou de acertar R$ 1,5 milhão em propina para a campanha de Gabriel Chalita em São Paulo.

"Eu quero fazer uma declaração a respeito da manifestação irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa do cidadão Sérgio Machado", disse Temer, acrescentando que não deixaria "passar em branco essas afirmações". "Falo com palavras indignadas", ressaltou.

Temer declarou ainda que se tivesse cometido "aquele delito irresponsável", não teria condições de governar o País. "Alguém que teria cometido aquele delito irresponsável que o cidadão Machado apontou não teria até condições de presidir o país", disse.

O presidente interino destacou que "ao longo deste mês praticamos os mais variados gestos para tirar o país da crise" e que "surgiu um ato leviano que pode embaraçar" seus esforços pelo País. Mas assegurou que "nada pode embaraçar" isso. "Nada impedirá de continuarmos a trabalhar em prol do povo brasileiro", afirmou. "Não vamos tolerar afirmações dessa natureza".

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247