"Temos um entrave institucional para tirar Bolsonaro do poder", diz Sabrina Fernandes

A socióloga e escritora Sabrina Rodrigues apontou as dificuldades atuais que impedem a oposição de fortalecer o pedido de impeachment de Bolsonaro

(Foto: Sul21)
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Instituto Liberta - A possibilidade de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro aumenta a cada dia, com foco na sua gestão na pandemia do novo coronavírus. Para se ter uma ideia, até 2020, a discussão se mantinha restrita a setores da esquerda.

Mas, com a crise da falta de oxigênio em Manaus e as dificuldades do governo federal em dar início à vacinação dos brasileiros, o afastamento de Bolsonaro está ganhando destaque em diferentes setores da sociedade, tendo o aval de parte da comunidade jurídica, de parlamentares da direita e do centrão. O cerco se aperta contra o presidente, mas ainda há muito o que ser feito.

Para a socióloga e escritora Sabrina Rodrigues, durante participação na live diária do economista Eduardo Moreira, do Instituto Conhecimento Liberta,  o país hoje vive um entrave institucional para alcançar esse objetivo. “O fato da pandemia nos impede de lotar as ruas da forma que seria necessária para tirar o Bolsonaro, porque precisamos muito mais do que o ‘Junho de 2013’. Estamos enfrentando poderes muito bem estabelecidos: Bolsonaro não está sozinho, seu governo é estritamente militarizado. Não lidamos apenas com o presidente, mas com seus ministros [e apoiadores].”

Sabrina enfatiza a necessidade de usar o impeachment como arma política para dar um basta na crise vivida no país. “Precisamos instaurar o impeachment para dizer: ‘Chega! Passou do limite há muito tempo.”

“Mas, não podemos nos esquecer de combater também o ‘bolsonarismo’, que está presente em várias áreas do governo, inclusive na Câmara, no Congresso e até no Judiciário”, acrescentou.

Não à toa, mais de 60 pedidos de impeachment já foram protocolados na Câmara.

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