Tereza Cruvinel: Onyx já está sendo fritado

A jornalista Tereza Cruvinel avalia que maior fragilidade do governo Bolsonaro "está na falta de uma base parlamentar sólida e no confuso esquema de articulação política, em contraste com os núcleos militar e técnico. E isso piorou ontem com os sinais de que o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, pode ter caído na frigideira antes mesmo de tomar posse", diz em referência ao processo contra ele para apurar denúncias de recebimento de caixa 2; "Começar o governo com um coordenador político enfraquecido, ameaçado de demissão, é de péssimo alvitre", ressalta

Tereza Cruvinel: Onyx já está sendo fritado
Tereza Cruvinel: Onyx já está sendo fritado

247 - A jornalista Tereza Cruvinel avalia que maior fragilidade do governo Bolsonaro "está na falta de uma base parlamentar sólida e no confuso esquema de articulação política, em contraste com os núcleos militar e técnico. E isso piorou ontem com os sinais de que o futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, pode ter caído na frigideira antes mesmo de tomar posse". "Bolsonaro ameaçou usar sua caneta Bic se houver "comprovação ou denúncia robusta contra quem quer que seja". Falava do caso Lorenzoni mas, usando dois pesos e duas medidas, não disse que isso vale para o futuro superministro da Economia, Paulo Guedes, que também está sendo investigado", ressalta em sua coluna no Jornal do Brasil. 

"No sábado, quando foi abordado sobre o inquérito aberto pela Polícia Federal para investigar negócios suspeitos de Guedes com fundos de pensão de estatais, amplamente noticiado, saiu-se com esta: "Desconheço investigação sobre Paulo Guedes. Eu integro o Poder Legislativo e integrarei o Executivo. Isso compete ao Judiciário". Poderia ter dito o mesmo sobre a decisão do ministro Luiz Fachin, de autorizar a investigação do recebimento, por Lorenzoni, de duas doações da JBS, no valor de R$ 100 mil cada uma, por caixa 2 (omitida da Justiça Eleitoral)" observa. 

"O tratamento distinto conferido por Bolsonaro às duas denúncias reforça a desconfiança de que, ao contrário de Guedes, Lorenzoni caiu precocemente na frigideira presidencial. Começar o governo com um coordenador político enfraquecido, ameaçado de demissão, é de péssimo alvitre", afirma.

Leia a íntegra da coluna no Jornal do Brasil.

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