Tereza Cruvinel sobre Marielle: humor das ruas vai ditar respostas

Colunista do Jornal do Brasil Tereza Cruvinel destaca que "podemos estar num momento de viragem na conjuntura social e política, com desdobramentos importantes nestes meses que precedem a eleição deste ano crucial para o futuro do país; para ela, este momento de "viragem" "vai depender do humor das ruas e das investigações sobre a execução da vereadora Marielle. Vai depender da capacidade do governo de oferecer respostas às questões ainda pendentes sobre os rumos da intervenção no Rio"; "Agora a agenda da insegurança domina a cena", avalia

Tereza Cruvinel sobre Marielle: humor das ruas vai ditar respostas
Tereza Cruvinel sobre Marielle: humor das ruas vai ditar respostas (Foto: Reprodução | Mídia NINJA)

247 - A colunista do Jornal do Brasil Tereza Cruvinel destaca que "podemos estar num momento de viragem na conjuntura social e política, com desdobramentos importantes nestes meses que precedem a eleição deste ano crucial para o futuro do país. 

Para ela, este momento de "viragem" "vai depender do humor das ruas e das investigações sobre a execução da vereadora Marielle. Vai depender da capacidade do governo de oferecer respostas às questões ainda pendentes sobre os rumos da intervenção no Rio", ressalta.

A jornalista observa que em meio a comoção gerada pela morte de Marielle, Michel Temer pretendia ir ao Rio para um evento destinado a "marcar o primeiro mês da intervenção. Não havia resultados a celebrar mas era uma boa "photo opportunity". É notório que Temer contava com os efeitos de sua "jogada de mestre" para viabilizar eventual candidatura à reeleição", diz.

A colunista destaca que "em 30 dias, segundo a plataforma Fogo Cruzado, houve 688 tiroteios e 149 mortes violentas, bem mais que no mesmo período do ano passado: 390 tiroteios e 130 mortes", pontua.

"Aqui entra o humor das ruas", avalia. "Agora a agenda da insegurança domina a cena. O governo é altamente impopular, e há pela frente uma eleição desconjuntada. O candidato favorito pode ser preso e inabilitado, o de extrema direita ocupa o segundo lugar e ao centro faltam votos e sobram candidatos. A eleição está logo ali mas a travessia até lá vai ser dura. Ao Rio, o governo tem que oferecer respostas esta semana, sobre o crime e sobre a intervenção", afirma.

Leia a íntegra da coluna no Jornal do Brasil.

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