Tijolaço: Alckmin diz que não vestirá “colete das estatais”, mas vai privatizar “com juízo”

O editor do Tijolaço, Fernando Brito avalia como "curiosa a palestra de Geraldo Alckmin na série de palestras "E agora, Brasil?", promovida pelo jornal O Globo e pelo mercado financeiro"; "Em 2006, Alckmin foi criticado, inclusive por correligionários, por não ter feito uma defesa enfática das privatizações", relembra ; agora, "Alckmin repete que não privatizará o BB – "Não iria, não vou e nem irei", diz – mas ao que parece, deixa uma porta aberta: Não vou falar coisas que acho que não são o caminho nesse momento. Temos 150 empresas estatais, vai começar privatizando o Banco do Brasil a troco de quê?"; O" Banco do Brasil tem quem compre, como o Santander comprou o Banespa", dispara Brito

Brasília- DF- Brasil- 30/01/2015- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin concede entrevista acompanhado dos ministros, Aloizio Mercadante e Izabela Teixeira, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília- DF- Brasil- 30/01/2015- O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin concede entrevista acompanhado dos ministros, Aloizio Mercadante e Izabela Teixeira, após reunião com a presidenta Dilma Rousseff (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

Por Fernando Brito,  no TijolaçoÉ curiosa a palestra de Geraldo Alckmin na série de palestras "E agora, Brasil?", promovida pelo jornal O Globo e pelo mercado financeiro. Ladeado por Miriam Leitão e Merval Pereira, ele lembrou os tempos em que, candidato a presidente, vestiu um colete com as logomarcas do Banco do Brasil e da Caixa:

Em 2006, Alckmin foi criticado, inclusive por correligionários, por não ter feito uma defesa enfática das privatizações, principalmente quando polarizou a disputa no segundo turno com Lula. O tucano chegou a vestir um colete da Petrobras, num gesto que, segundo ele, serviu para combater "mentiras" que foram ditas pelo adversário na campanha eleitoral. Na peça de roupa, ainda havia logomarcas de outras estatais.

Alckmin repete que não privatizará o BB – "Não iria, não vou e nem irei", diz – mas ao que parece, deixa uma porta aberta:

— Não vou falar coisas que acho que não são o caminho nesse momento. Temos 150 empresas estatais, vai começar privatizando o Banco do Brasil a troco de quê?

E depois, para mostrar que não é "estatista", dá seu próprio exemplo em São Paulo:

—Em São Paulo, no governo Mário Covas, presidi o Programa Estadual de Desestatização. Privatizamos tudo, só não privatizamos o que não teve quem comprasse.

O Banco do Brasil tem quem compre, como o Santander comprou o Banespa, naqueles tempos.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como:

• Cartão de crédito na plataforma Vindi: acesse este link

• Boleto ou transferência bancária: enviar email para [email protected]

• Seja membro no Youtube: acesse este link

• Transferência pelo Paypal: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Patreon: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Catarse: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Apoia-se: acesse este link

• Financiamento coletivo pelo Vakinha: acesse este link

Inscreva-se também na TV 247, siga-nos no Twitter, no Facebook e no Instagram. Conheça também nossa livraria, receba a nossa newsletter e ative o sininho vermelho para as notificações.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247