Tijolaço: Cassem Lula será isso que terão

Para o editor do Tijolaço, Fernando Brito, o vídeo onde Jair Bolsonaro aparece fazendo "tiro ao alvo" com uma pistola "ponto 50" é revelador; "Com a tranquilidade de quem não está correndo o risco de ser alvejado pelo "adversário", dá três tiros e erra dois. Produz, portanto, duas balas perdidas", observa; Brito ressalta que isso acontece na semana em que os tiroteios na Rocinha se intensificaram, a despeito da presença das Forças Armadas, e de um atirador ter matado 58 e ferido outros 500 nos EUA; "Isso é o que eu quero para o meu Brasil", diz o "atirador de elite"

Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ)
Deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) (Foto: Paulo Emílio)

Por Fernando Brito, no TijolaçoMil soldados estiveram na Rocinha, por vários dias, com fuzis automáticos, carros blindados.

Bem pouco conseguiram, além da cobertura da mídia.

A manchete do site de O Globo, neste momento, é Dez dias após Exército sair, tráfico não dá trégua na Rocinha. Houve tiroteios em diversos pontos da favela e um homem ferido por uma "bala perdida" – "bala perdida" qualquer uma das 99% que não acertam o alvo e que, por acaso, atinge um infeliz que está nas redondezas.

Mas seus problemas acabaram, como dizem aqueles comerciais picaretas na TV.

Jair Bolsonaro, direto dos Estados Unidos, distribui um vídeo fazendo "tiro ao alvo" com uma pistola "ponto 50".

A uns 15 metros de distância, com todo o tempo para "dormir na mira", na postura ideal e, sobretudo, com a tranquilidade de quem não está correndo o risco de ser alvejado pelo "adversário", dá três tiros e erra dois.

Produz, portanto, duas balas perdidas, de versão "light" de munição de metralhadora antiaérea (é meia polegada, 12,7mm de diâmetro). Balas que tem alcance preciso a 200 metros ou dois quarteirões, quando disparadas por gente com mais habilidade que Bolsonaro, mas que viajam por cinco quadras com força letal.

Isso na semana em que um "pacato cidadão" , em Las Vegas, matou 58 e feriu 500, com armas compradas legalmente. "Isso é (sic) os Estados Unidos, isso é o que eu quero para o meu Brasil", diz o "atirador de elite".

Bolsonaro cresce nas pesquisas, seguido por uma legião de histéricos, recalcados e e sociopatas.

Mas cresce sobretudo porque o espírito do "justiceiro" foi (e é) pela turma da mídia e do dinheiro promovido.

Ele bem que tenta se tornar palatável para a turma do dinheiro, como nessa viagem aos Estados Unidos, onde defendeu o fim de todos os direitos trabalhistas.

Pode ser até que consiga, como Hitler foi aceito pelo empresariado alemão, inclusive alguns de origem judaica, para acabar com a esquerda.

A derrocada de João Dória mostrou que não está dando para criar uma versão "de salão" para Bolsonaro.

Sigam nessa aventura alucinada de cassar Lula e, das duas uma.

Ou não teremos eleições, ou há imensa possibilidade de que este energúmeno venha a presidir o país.

É claro que Bolsonaro não vai sair de faixa presidencial disparando sua pistola.

Mas milhares vão. Outros milhares de "ponto 50" vão para as ruas, para as mãos de milicianos e bandidos.

Veja o vídeo

 

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