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TSE deve confirmar suspensão de pesquisa que apontava queda de Flávio Bolsonaro, avalia entorno de Nunes Marques

Tribunal deve analisar caso após ação do PL questionar metodologia utilizada no levantamento da AtlasIntel

Nunes Marques (Foto: Gustavo Moreno/STF)
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247 - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve analisar nos próximos dias a decisão liminar que suspendeu a divulgação de uma pesquisa eleitoral que apontava uma queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizada pelo instituto AtlasIntel. Segundo a avaliação de interlocutores do presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, há maioria entre os integrantes do tribunal para confirmar a medida.

De acordo com fontes ligadas ao tribunal ouvidas pela coluna do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, a expectativa é que o tema seja levado ao plenário ainda nesta terça-feira (9), consolidando o entendimento adotado pelo ministro ao conceder a liminar.

A suspensão foi solicitada pelo Partido Liberal (PL), legenda de Jair Bolsonaro, que questionou a metodologia utilizada no levantamento. O partido alegou que algumas perguntas teriam direcionado as respostas dos entrevistados após a divulgação de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Nos bastidores do tribunal, a avaliação é que o impacto prático da decisão seja limitado, uma vez que a pesquisa já havia sido divulgada antes da suspensão. Ainda assim, integrantes da corte consideram que o julgamento poderá estabelecer parâmetros relevantes para a atuação dos institutos de pesquisa durante o processo eleitoral de 2026, marcado por expectativas de forte polarização e disputa acirrada.

A preocupação de magistrados e técnicos é garantir que levantamentos eleitorais observem padrões metodológicos consolidados, preservando a confiabilidade das pesquisas e evitando questionamentos sobre a formulação de perguntas ou a apresentação de conteúdos capazes de influenciar as respostas.

Ao fundamentar a decisão liminar, Nunes Marques afirmou que existem elementos que apontam para possível indução dos entrevistados, citando, entre outros aspectos, a utilização de áudio relacionado à investigação sobre o Banco Master. O ministro destacou ainda que a suspensão da divulgação não representa um julgamento definitivo sobre a regularidade do levantamento.

Na decisão, o magistrado também observou que outras 27 pesquisas realizadas anteriormente pela AtlasIntel não apresentaram questionários com conteúdo semelhante ao do estudo contestado, nem utilizaram recursos como a veiculação de áudio aos entrevistados.

Em nota, a AtlasIntel afirmou respeitar a decisão da Justiça Eleitoral e negou qualquer manipulação dos resultados. O instituto declarou que está colaborando com as autoridades e fornecendo todas as informações solicitadas sobre a metodologia empregada.

“A empresa mantém absoluto respeito às instituições e está colaborando integralmente com a Justiça Eleitoral, fornecendo todos os esclarecimentos e informações metodológicas solicitados sobre o estudo. Estamos tranquilos e confiantes de que a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”, destacou a AtlasIntel no texto.

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