Tucanos avaliam que o golpe Temer acabou

"A coisa está traçada. Não é descartado dizermos ao presidente que não é possível mais, precisamos encontrar uma saída para não parar o Brasil e refletir com ele sobre a conjuntura para ele ajudar no processo de transição. Ele perdeu as condições e precisamos de um novo governo. Se ele achar que tem condição de continuar, ele não contará conosco no governo dele", afirma um senador do PSDB

(Brasília - DF, 18/05/2017) Pronunciamento do Presidente da República, Michel Temer, à imprensa. Foto: Beto Barata/PR
(Brasília - DF, 18/05/2017) Pronunciamento do Presidente da República, Michel Temer, à imprensa. Foto: Beto Barata/PR (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Leia, abaixo, declarações de três lideranças do PSDB sobre o fim de Temer à jornalista Júnia Gama, do Globo:

"A coisa está traçada. Não é descartado dizermos ao presidente que não é possível mais, precisamos encontrar uma saída para não parar o Brasil e refletir com ele sobre a conjuntura para ele ajudar no processo de transição. Ele perdeu as condições e precisamos de um novo governo. Se ele achar que tem condição de continuar, ele não contará conosco no governo dele", afirma um senador do PSDB.

"O governo acabou. O que estamos fazendo é tentar encontrar saída negociada para abreviar o sofrimento. Fazer agora uma debandada é acabar literalmente com governo e ameaçar de morte as reformas, porque o PSDB é a principal base de sustentação. Como próximos passos vemos ou a renúncia ou o julgamento no TSE. Alguns no partido entendem que o julgamento é menos traumático, seria a saída honrosa por se tratar de uma decisão judicial. O partido está vendo quem poderia articular junto aos ministros a possibilidade de não ter pedido de vista", explicou um tucano.

"O ideal seria até semana que vem ele sair. Mas não sei se isso será viabilizado, ele talvez se agarre ao osso como alternativa derradeira. O entorno dele, com Padilha e Moreira, vai orientá-lo a resistir. Preocupa porque teremos um presidente fragilizado com movimento de rua crescente, o Congresso em frangalhos e vai para o campo das ameaças institucionais. O pior cenário que pode acontecer é o entrincheiramento do Temer no Palácio. Mas Temer vai ter um encontro dia 06 no TSE. Se ele resiste à renúncia, pode ser afastado dia 06 de junho", pontuou esta liderança do partido.

 

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247