Vaccari: "PT não tem relação com a Petrobras"

Tesoureiro do PT desde 2010, João Vaccari Neto afirma que não frequenta empresas públicas para evitar "confusão" e nega qualquer relação entre o partido e a Petrobras; também rechaça que tinha influência sobre o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa; ele reconhece que ambiente atual para arrecadação com empresas para as eleições "é mais tenso" do que em 2010

Brasília - O tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), João Vaccari Neto, e o advogado da cooperativa, Pedro de Abreu Dallari, negaram hoje (30) que tenha havido irregularidades na entidade e afirma
Brasília - O tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop), João Vaccari Neto, e o advogado da cooperativa, Pedro de Abreu Dallari, negaram hoje (30) que tenha havido irregularidades na entidade e afirma (Foto: Valter Lima)

247 - Tesoureiro do PT desde 2010, João Vaccari Neto afirma que não frequenta empresas públicas para evitar "confusão" e nega qualquer relação entre o partido e a Petrobras. Ele também rechaça que tinha influência sobre o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa.

"O PT não tem relação com a Petrobras. Nenhuma. Aliás, nunca fui à sede da Petrobras desde que estou como secretário de Finanças do partido. Nunca fui lá por quê? Vai ficar registrado, e depois tem qualquer coisa e estou lá na foto. Nós temos tido um raio de ação muito firme. As contribuições têm que ser oficiais, ponto. Não aceitamos fonte vedada. A gente faz triagem, verifica se pode aceitar, de quem veio, senão, não doa. Somos muito rígidos, talvez seja fruto das experiências", afirma em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo.

Sobre Paulo Costa, Vaccari diz que "nunca" teve relação com ele. "Eu o conheço de atividades políticas, mas nunca tive contato. Não frequento órgãos públicos ou empresas estatais porque já sei o tamanho da confusão que isso é", reforça. 

Sobre o cenário de 2014 do ponto de vista da arrecadação para campanhas, ele avalia que "o ambiente é mais tenso [do que em 2010], mas há também uma diferença entre o que se diz e o que, de fato, acontece". "Tudo isso gera um conflito e uma desconfiança que dificulta o trabalho de todo mundo, não só o meu", complementa.

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