Vagner Freitas defenderá plebiscito por nova eleição

Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) decidiu defender a proposta adotada pela presidente eleita Dilma Rousseff de novas eleições presidenciais; dirigente conversou com o ex-presidente Lula sobre o assunto e deve procurar movimentos de esquerda favoráveis à medida; "A presidenta não pode ficar engessada", disse Freitas; "Se essa é única esperança a que podemos nos apegar, vamos nela", acrescentou; argumento dos defensores do plebiscito é que a presidente eleita poderia conquistar votos contrários ao impeachment no Senado caso acenasse com a ideia de antecipação da corrida presidencial

Presidente da CUT, Vagner Freitas, fala com a imprensa após reunião no Planalto sobre a greve dos servidores
Presidente da CUT, Vagner Freitas, fala com a imprensa após reunião no Planalto sobre a greve dos servidores (Foto: Aquiles Lins)

247 - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, decidiu defender a proposta adotada pela presidente eleita Dilma Rousseff de novas eleições presidenciais.

O dirigente conversou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto e se comprometeu em procurar movimentos de esquerda favoráveis à medida. "A presidenta não pode ficar engessada. A CUT não vai defender o plebiscito no site. Mas, se essa é única esperança a que podemos nos apegar, vamos nela", disse Vagner Freitas à Folha neste domingo, 26. A CUT deverá debater a proposta na reunião da executiva, no dia 5 de julho. 

O argumento dos defensores do plebiscito é que a presidente eleita poderia conquistar votos contrários ao impeachment no Senado caso acenasse com a ideia de antecipação da corrida presidencial. 

Para Vagner Freitas, os movimentos sociais e políticos de esquerda devem lutar por uma reforma política numa tentativa de qualificar os parlamentares. "Acho que devemos fazer [a defesa do plebiscito], mesmo não acreditando nesse Congresso conservador, absolutamente clientelista que só olha para ele mesmo. A presidente tem que ter alternativas. Mas sei das dificuldades de se concretizar isso. O jogo da política é difícil."

 

 

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