Vale destaca réu de caso de Mariana para negociar crime de Brumadinho

Em um lance que mais parece descaso pela tragédia-crime ocorrida com o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração em Brumadinho, que deixou ao menos 85 mortos e mais de 270 desaparecidos, a Vale destacou o executivo Gerd Peter Poppinga para negociar com o governo federal questões ligadas ao novo desastre; Poppinga reponde na Justiça, juntamente com outros 18 réus, por homicídio triplamente qualificado devido a tragédia de uma barragem em Mariana, que deixou 19 mortos em 2015

Vale destaca réu de caso de Mariana para negociar crime de Brumadinho
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247 - Em um lance que mais parece descaso pela tragédia-crime ocorrida com o rompimento de uma barragem de rejeitos de mineração em Brumadinho, que deixou ao menos 85 mortos e mais de 270 desaparecidos, a Vale destacou o diretor-executivo de Ferrosos e Carvão, Gerd Peter Poppinga para negociar com o governo federal questões ligadas ao novo desastre. Poppinga reponde na Justiça, juntamente com outros 18 réus, por homicídio triplamente qualificado devido a tragédia de uma barragem em Mariana, que deixou 19 mortos em 2015.

Poppinga foi um dos responsáveis por elaborar a proposta da Vale que prevê o fim das atividades de todas as barragens de rejeitos de minérios do tipo a montante, que eram utilizadas pela empresa tanto em Brumadinho como em Mariana. Nesta terça-feira (29), o executivo participou de uma reunião juntamente com o presidente da companhia, Fábio Schvartsman, onde apresentou o plano de ação da Vale para o ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque.

No ano passado, os advogados responsáveis pela defesa de Poppinga ingressaram com um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal Federal Regional da 1ª. Região (TRF-1) solicitando que fosse julgado pelo crime de desabamento seguido de morte, e não por homicídio doloso. Ainda não houve uma decisão da Corte sobre o pedido.

 

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