Viagem de Jungmann à Colômbia indica articulação contra Venezuela

Sob o pretexto de discutir a segurança nas fronteiras, Raul Jungmann vai à Colômbia a partir desta segunda-feira; peso político da agenda indica que viagem insere-se no roteiro traçado pelo secretário da Defesa dos EUA durante seu giro latino-americano na última semana; um dos objetivos foi o cerco à Venezuela; presidente Maduro tem acusado a Colômbia de ser a ponta de lança dos interesses dos EUA contra o país e o governo Temer tem se colocado a serviço da política de Trump para a região

Viagem de Jungmann à Colômbia indica articulação contra Venezuela
Viagem de Jungmann à Colômbia indica articulação contra Venezuela

247 - Sob o pretexto de discutir estratégias de ampliação da segurança nas fronteiras, o ministro da Segurança Pública do governo golpista, Raul Jungmann viaja à Colômbia nesta segunda-feira (20). A amplitude e o peso político da agenda demonstram que a viagem insere-se no roteiro traçado pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, durante o giro que fez na América Latina na semana passada, visitando Brasil, Argentina, Chile e Colômbia e que teve com um dos objetivos aumentar o cerco contra a Venezuela. O presidente Nicolás Maduro tem acusado a Colômbia de ser a ponta de lança dos interesses dos EUA contra o país e o governo Temer tem se colocado a serviço da política de Trump para a região. 

Logo ao chegar ao Brasil, Mattis exortou o governo golpista de Temer a 'estreitar laços com os Estados Unidos', advertindo para 'os valores comuns' entre os dois grandes países e para a estratégia de 'longo prazo' dos Estados Unidos para a América Latina.

A essas afirmações Mattis agregou palavras sedutoras para os golpistas de Brasília, referindo-se ao papel de 'liderança do Brasil' para combater o 'regime opressor' do presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Segundo a Agência Brasil, Jungmann espera que o modelo de segurança cidadã aplicado nas cidades de Medellín e Bogotá sirva para inspirar ações do governo brasileiro no enfrentamento dos desafios da segurança pública do país.

A agenda se estende até a quinta-feira (23) e inclui reuniões com o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Carlos Trujillo; com o ex-presidente colombiano Cesar Gaviria - conhecido por ser o presidente que conseguiu acabar com a organização criminosa de Pablo Escobar -, com o prefeito de Medellín, Federico Andrés, e com o secretário de Segurança, André Felipe Tobón.

Ainda de acordo com a Agênica Brasil, Jungmann apresentará, no Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (UNODC), em Bogotá, as preocupações do governo brasileiro com relação ao aumento do cultivo de drogas na Colômbia, em especial em regiões próximas da fronteira com o Brasil.

A cidade brasileira de Pacaraima, no estado de Roraima, fronteira com a Venezuela, foi cenário nos últimos dias de ações violentas e xenófobas contra cidadãos do país vizinho que emigraram para cá em razão das dificuldades econômicas. Setores mais retrógrados das classes dominantes brasileiras insuflados pela mídia conservadora, estão instigando o ódio e a violência contra os venezuelanos.

Neste domingo (19), em reunião de emergência dirigida pelo presidente Michel Temer, o governo golpista decidiu militarizar a crise, enviando a Roraima tropas da Polícia Nacional.

A visita de Jungmann à Colômbia insere-se neste contexto e poderá resultar em medidas multilaterais de provocação contra a Venezuela bolivariana. Em novembro do ano passado, em ação inédita em território amazônico, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, foram realizadas manobras militares com a presença de tropas dos Estados Unidos.

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