Vila Isabel, Beija-Flor e Portela se destacam

Na primeira noite de desfile, escolas do Grupo Especial levantam a Sapuca; Unidos de Vila Isabel levou a Angola Passarela do Samba; Beija-Flor falou sobre o Maranho; Portela cantou a Bahia de Jorge Amado; Hoje desfilam Salgueiro, Mangueira e Unidos da Tijuca

247 com Agência Estado -  Acabou hoje cedo o desfile de sete escolas do Grupo Especial do Carnaval do Rio. Quem foi à Sapucaí viu desfiles que homenagearam Angola, Jorge Amado, João Trinta e até Cândido Portinari. Mocidade e Beija-Flor se destacaram na primeira noite. Veja um resumo do que as escolas levaram à passarela do samba.

Unidos de Vila Isabel

A sétima e última escola a deixar a passarela do samba carioca, a Unidos de Vila Isabel fez um desfile de encher os olhos de quem resistiu ao cansaço e amanheceu na Sapucaí. A escola levou a Angola para a avenida, com belas alegorias.

O desfile teve início às 5h42 desta segunda-feira, 20. A Vila Isabel já ganhou dois títulos do carnaval carioca. A intenção do desfile deste ano, com o tema Angola, não era mostrar um país com problemas e levar tristeza dentro do samba, mas sim cantar a liberdade.

Beija-Flor

A Beija-Flor foi sexta escola a entrar na passarela carioca na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio. O desfile teve início às 4h19 desta madrugada de segunda-feira, 20. A escola, 12 vezes campeã do carnaval carioca, vem com 48 alas, 8 alegorias e 4 mil componentes.

Os 400 anos da cidade de São Luís foram a inspiração dos carnavalescos da Beija-Flor. A comissão de frente vem com uma grande serpente, que é separada em várias partes, indicando estar morta.

WAGNER MEIER/Agência Estado

WAGNER MEIER/Agência Estado

Unidos do Porto da Pedra

Quinta escola a entrar na Sapucaí na primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Rio, a Unidos do Porto da Pedra vem com 32 alas, 7 alegorias e 3.800 componentes e canta a origem do iogurte, dando ênfase à principal matéria-prima, o leite, e os demais derivados dele. Em 1985, a Porto da Pedra passou de bloco para escola.

Mocidade Independente de Padre Miguel

Quarta escola a desfilar na primeira noite de apresentações na passarela do samba carioca, a Mocidade Independente de Padre Miguel foi para a avenida homenageando o pintor Cândido Portinari. O carro abre-alas da escola, no meio do desfile, acabou esbarrando a grade lateral que limita o espaço entre o público e a avenida. Na saída, já na dispersão, o mesmo carro, pelo tamanho, teve dificuldade de fazer a curva para a direita e acabou retido por alguns segundos, deixando a escola “parada” momentaneamente.

Imperatriz Leopoldinense

A Bahia aparece mais uma vez na avenida em homenagem da Imperatriz Leopoldinense a Jorge Amado. Com enredo sobre Jorge Amado, a Imperatriz Leopoldinense deve levar histórias famosas como ‘Capitães de Areia’ e ‘Gabriela, Cravo e Canela’ para a Marquês de Sapucaí. Dois carros alegóricos da escola tiveram problemas de posicionamento na fila de espera de entrada na Sapucaí. São eles: o carro da Lavagem da Escadaria da Igreja do Senhor do Bonfim e o carro que representa o País do Carnaval.

Portela

Conforme o prometido, a Portela conquistou a Sapucaí cantando a Bahia. O enredo é recorrente no carnaval carioca, e a escola não ousou: carros e alas foram calcados no sincretismo religioso e nos pontos turísticos de Salvador. Ainda assim, com samba forte, figuras carismáticas - os portelenses históricos Paulinho da Viola e Marisa Monte foram trunfos, já no abre-alas - e ideias simples - como a emocionante comissão de frente simbolizando orixás, sendo o ator Milton Gonçalves um babalorixá -, a Portela fez um desfile bonito de se ver e ouvir.

MARCOS DE PAULA/AGÊNCIA ESTADO/

MARCOS DE PAULA/AGÊNCIA ESTADO/

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