Violência explode em São Paulo e confronta Alckmin

Taxa de homicídios avança 45%, mas o governador se nega a enxergar uma crise aguda na segurança pública, comandada pelo secretário Antonio Ferreira Pinto; guerra entre o PCC e a Polícia Militar matou oito PMs no último mês; em cinco anos, policiais mataram 2.262 pessoas no Estado

Violência explode em São Paulo e confronta Alckmin
Violência explode em São Paulo e confronta Alckmin (Foto: Edição/247)
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247 – São Paulo voltou a viver sob o signo do medo. Primeiro, diversos restaurantes foram assaltados na cidade que se vende como uma das capitais mundiais da alta gastronomia. Depois, ônibus foram incendiados. Agora, as estatísticas que começam a ser liberadas pela Secretaria de Segurança Pública, em São Paulo, revelam o que já se sabia: a violência explodiu no estado mais rico do País. Em junho de 2012, o número de homicídios cresceu 45% na cidade de São Paulo. Foram 121 ocorrências, ante 83 no mesmo período do ano passado. Nas 38 cidades que compõem a região metropolitana da Grande São Paulo, o número também saltou de 75 para 88 homicídios, o que representa alta de 17%.

Há uma crise aguda na área de segurança pública, comandada pelo secretário Antonio Ferreira Pinto, mas o governador Geraldo Alckmin se nega a enxergá-la.  Em junho, oito policiais militares foram assassinados e os crimes tiveram características de execuções encomendadas pelo grupo criminoso PCC, o Primeiro Comando da Capital. Além disso, a PM também se envolveu em ocorrências desastradas, como a morte do publicitário Ricardo Aquino, cujo celular foi confundido com uma arma pela polícia.

A execução de Aquino pode ser enquadrada naquilo que a polícia define como “resistência seguida de morte”. São pessoas executadas em supostos confrontos com a polícia. Em cinco anos, 2.262 pessoas morreram desta forma em São Paulo, mais do que o número registrado nos Estados Unidos como um todo. Lá, houve 1.963 mortes em confrontos com a polícia em cinco anos, o que representa uma taxa de 0,63 a cada 100 mil habitantes. Em São Paulo, a taxa foi de 5,51 por 100 mil habitantes.

Resistência seguida de morte é o novo nome técnico da pena de morte à brasileira.

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