Wadih Damous: Moro era o comandante da Lava Jato, mandava nos procuradores e na PF

"Os processos foram montados estrategicamente para produzir condenações. Eles praticaram crimes monstruosos. Não podem ficar impunes", disse o ex-deputado Wadih Damous sobre os novos diálogos da Lava Jato

Wadih Damous e Sérgio Moro
Wadih Damous e Sérgio Moro (Foto: GUSTAVO BEZERRA/PT | Valter Campanato/Agência Brasil)
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247 - O advogado e ex-deputado Wadih Damous (PT-RJ) defendeu nesta segunda-feira (1°) do ex-juiz Sergio Moro e de procuradores da Lava Jato, após a divulgação de novas conversas entre eles que provam o conluio entre juiz e Ministério Público para condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Segundo Wadih, os diaólogos comprovam que o ex-juiz Sérgio Moro comandava as investigações. "Moro era o comandante da Lava Jato. Sob o seu comando estavam os procuradores e a Polícia Federal. Até testemunhas ele indicou para a acusação", afirmou. 

"Os processos foram montados estrategicamente para produzir condenações. Eles praticaram crimes monstruosos. Não podem ficar impunes", acrescentou o ex-parlamentar. 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski levantou o sigilo das conversas realizadas por meio de mensagens trocadas pelo aplicativo Telegram entre procuradores da Operação Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro.

As conversas foram obtidas pelos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depois de Lewandowski ter decidido que a defesa poderia ter acesso ao material apreendido na Operação Spoofing, que teve como alvo o caso de rastreamento dos celulares de diversas autoridades, entre elas Moro e integrantes da força-tarefa da Lava Jato.

Nesta segunda-feira (1º), o conteúdo foi incluído no processo que pede a suspeição do ex-juiz. Em uma das mensagens, de 14 de dezembro de 2016, o procurador-chefe da Lava Jato Deltan Dallagnol comunica a Moro que a denúncia contra Lula será protocolada “em breve”, fato celebrado pelo magistrado.

Em outro trecho das conversas divulgadas, Dallagnol deixa claro o conluio com o então juiz Sérgio Moro para condenar Lula, e voltar a debochar do ex-presidente, chamando-o de "nove". "O material que o Moro nos contou é ótimo. Se for verdade, é a pá de cal no 9 e o Márcio merece uma medalhta", diz Dallagnol.


Leia na íntegra os dois documentos divulgados com conversas entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro:

 

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