Weintraub faz galhofa sobre cortes no MEC: não podem economizar uma migalha?

Ministro da Educação, que na semana passada anunciou um corte de 30% no orçamento da pasta, tripudiou da situação e minimizou os efeitos do contingenciamento; "É sacrossanto o orçamento? Não podem economizar nem uma migalha?", indagou; ele também chamou de "fracasso" programas como o Fies e o Pronatec, dos governos do PT

Weintraub faz galhofa sobre cortes no MEC: não podem economizar uma migalha?
Weintraub faz galhofa sobre cortes no MEC: não podem economizar uma migalha? (Foto: Carolina Antunes/PR)

247 - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, que na semana passada anunciou um corte de 30% no orçamento da pasta, tripudiou da situação e minimizou os efeitos do contingenciamento que ameaça paralisar as atividades de diversas universidades federais de todo ao país já no início do segundo semestre.

"É sacrossanto o orçamento? Não podem economizar nem uma migalha?", disse Weintraub ao ser questionado sobre o bloqueio de R$ 2,2 bilhões destas instituições durante audiência na Comissão de Educação, no Senado, nesta terça-feira (7). "A universidade federal hoje no País custa R$ 1 bilhão. Não dá para buscar nada [para cortar]? Todo mundo no País está apertando o cinto", completou.

Apesar do bloqueio total de R$ 7,3 bilhões, Weintraub negou que tenham sido feitos cores no orçamento. "Se a economia tiver crescimento, com a aprovação da Reforma da Previdência, se descontingencia o recurso. Não há corte, a economia impôs o contingenciamento diante da arrecadação mais fraca e nós obedecemos", afirmou.

Weintraub criticou os governos passados por terem priorizado a expansão do ensino superior sem antes priorizar a educação básica. "A gente aqui no Brasil quis pular etapas e colocou muitos recursos no telhado antes de ter a base da casa pronta", disse. O ministro também criticou os governos do PT ao afirmar que eles injetaram recursos nas instituições privadas, por meio de programas como o Fies, o que – segundo ele - teria inflado os cursos de graduação por meio do endividamento dos estudantes que não conseguem pagar o financiamento.

"É uma tragédia. São 500 mil jovens começando a vida com o nome sujo", disparou. Para ele, o Pronatec -voltado para o ensino técnico e profissionalizante, também foi um "fracasso".

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