Zé Rainha: sem revolução, não teremos mudança

Coordenador da Frente Nacional Luta Campo e Cidade, Zé Rainha, um dos mais conhecidos ativistas na luta pela terra no Brasil, articula uma grande marcha nacional para o próximo 21 de maio em defesa da liberdade de Lula; o ato deve mobilizar 500 pessoas, que sairão de 11 estados; “Eu não consigo ver esse Brasil diferente sem ocupar as ruas e as praças. Sem revolução, não ocorrerão às mudanças que tanto precisamos”, diz ele, em entrevista à TV 247; para Rainha, "a classe dominante não tem que existir, tem que ser eliminada, assim conquistaremos justiça e igualdade"; assista

Coordenador da Frente Nacional Luta Campo e Cidade, Zé Rainha, um dos mais conhecidos ativistas na luta pela terra no Brasil, articula uma grande marcha nacional para o próximo 21 de maio em defesa da liberdade de Lula; o ato deve mobilizar 500 pessoas, que sairão de 11 estados; “Eu não consigo ver esse Brasil diferente sem ocupar as ruas e as praças. Sem revolução, não ocorrerão às mudanças que tanto precisamos”, diz ele, em entrevista à TV 247; para Rainha, "a classe dominante não tem que existir, tem que ser eliminada, assim conquistaremos justiça e igualdade"; assista
Coordenador da Frente Nacional Luta Campo e Cidade, Zé Rainha, um dos mais conhecidos ativistas na luta pela terra no Brasil, articula uma grande marcha nacional para o próximo 21 de maio em defesa da liberdade de Lula; o ato deve mobilizar 500 pessoas, que sairão de 11 estados; “Eu não consigo ver esse Brasil diferente sem ocupar as ruas e as praças. Sem revolução, não ocorrerão às mudanças que tanto precisamos”, diz ele, em entrevista à TV 247; para Rainha, "a classe dominante não tem que existir, tem que ser eliminada, assim conquistaremos justiça e igualdade"; assista (Foto: Lais Gouveia)

247 - O coordenador geral da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), Zé Rainha, concedeu entrevista na última quinta-feira (26) à TV 247 e destacou a marcha que será realizada pela Frente no dia 21 de maio em defesa da liberdade do ex-presidente Lula. Um dos fundadores do Movimento sem Terra (MST) e do Partido dos Trabalhadores (PT), Rainha considera que só uma revolução mudará de fato as estruturas de poder no Brasil.

O líder sem terra faz um resgate histórico ao explicar a submissão brasileira ao imperialismo. “Temos um país que tudo vem de fora para dentro, pouca coisa mudou desde a casa grande e a senzala, com uma elite muito atrelada ao capital externo, ou seja, nós nuca tivemos muita autonomia. A burguesia brasileira nunca formulou um projeto de nação ou teve algum amor à pátria”, analisa.

Marcha em defesa de Lula

Em defesa da liberdade de Lula, Rainha está articulando uma grande marcha nacional para o próximo 21 de maio, que pretende mobilizar 11 estados e 500 pessoas. “A pauta é a democracia, será um sacrifício, mas precisamos fazer algo concreto. Eu não consigo ver esse Brasil diferente sem ocupar as ruas e as praças. Sem revolução, não ocorrerão as mudanças que tanto precisamos”, ressalta.

Ele condena as arbitrariedades do Judiciário brasileiro. “Esse juizinho interpreta a constituição à sua maneira, não podemos permitir isso. É uma grande injustiça o cárcere de Lula e é visível que a direita não sabe o que fazer com a prisão do ex-presidente”, ressalta, em referência a Sergio Moro.

Zé Rainha classifica as alianças com a burguesia como um dos maiores erros das gestões petistas. “O PT irá pagar por muito tempo ainda por ter acreditado que seria possível uma conciliação de classes. Os acordos que foram feitos caminharam para a situação que vivemos hoje. É óbvio que a elite nunca aceitaria a inclusão social promovidas nos governos de Lula e Dilma”, aponta.

Ele acredita que os governos do PT poderiam ter tido outro caráter. “Lula ganhava as eleições sozinho em 2002, não precisava aliar-se com a burguesia, ainda mais com o desgaste que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deixou a presidência”, analisa.

O ativista não acredita nas vias eleitorais e aponta a revolução como caminho. “Eu não acredito que o Estado burguês vá dar alguma coisa para nós. A classe dominante não tem que existir, tem que ser eliminada, assim conquistaremos justiça e igualdade. Temos que destruir o capitalismo. O que o imperialismo faz no mundo é inaceitável”, conclui.

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