‘A vacina não mata, nem cria jacaré; as pessoas precisam ter solidariedade e se imunizar’, defende médico

Antônio Werneck de Castro, ex-presidente do Instituto Vital Brazil, cobrou que a população se vacine e ajude a colocar um fim na pandemia de Covid-19. “Disseram que a primeira enfermeira que tomou a vacina na Inglaterra morreu. Não é verdade. Temos que dizer para as pessoas que elas têm que ter solidariedade e tomar a vacina”. Assista na TV 247

Antônio Joaquim Werneck de Castro
Antônio Joaquim Werneck de Castro (Foto: Divulgação | ABr)
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247 - Médico especialista em saúde pública e ex-diretor-presidente do Instituto Vital Brazil, Antônio Joaquim Werneck de Castro esclareceu na TV 247 que as vacinas em desenvolvimento para o combate à pandemia de Covid-19, e principalmente as pleiteadas para uso no Brasil, - a de Oxford/AstraZeneca e a CoronaVac - são seguras e apresentam níveis de eficácia que podem ajudar no controle da doença.

Integrante do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro e da Sociedade Brasileira de Higiene e Saúde Pública (SOBRAHSP), Werneck garantiu que os imunizantes não causam prejuízos à saúde de quem é vacinado e cobrou solidariedade da população para que se submetam à substância e ajudem a marcar o fim da pandemia. 

“Essa vacina não mata, essa vacina não cria jacaré, não muda o DNA, não faz nada. Ela talvez não te dê uma proteção completa, mas é a vacina que nós temos hoje, então nós temos que ir nela. O povo precisa ter esse tipo de solidariedade. Disseram que a primeira enfermeira que tomou a vacina na Inglaterra morreu. Não é verdade. Temos que bater isso na mesa, bater todo dia e dizer para as pessoas que elas têm que ter solidariedade hoje, ter seus comportamentos sociais melhorados e tomar a vacina. Essa é a ação coletiva, social hoje que a gente tem que fazer”.

Sobre a eficácia, considerada por alguns mais baixa do que o desejável, o médico explicou que os imunizantes são aprimorados conforme o tempo. No caso da Covid-19, mais tempo não pode ser disponibilizado e as vacinas têm de ser usadas como se apresentam atualmente. “Então nós vamos começar com 63% [de eficácia], que é a da Oxford com a Fiocruz? Ótimo! Vamos ter 63% das pessoas já com capacidade de resposta imunológica. A do Butantan deu 78% e agora estão dizendo que é um pouco menos? Sim, e aí são 78% das pessoas. Nós vamos começar assim. Os outros 22% do Butantan não vão morrer da vacina”.

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