Amplia-se recomendação de uso de máscaras profissionais na segunda onda da Covid-19

Diversos países da Europa estão recomendando ou até exigindo o uso de máscaras profissionais, como os padrões N95 ou PFF-2, dado o grau de proteção mais elevado contra a Covid-19. A tendência chegou ao Brasil

(Foto: REUTERS / ALY SONG)
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247 - Nas últimas semanas, países da Europa têm recomendado ou até exigido da população o uso de máscaras profissionais, como os padrões N95 ou PFF-2, dado o grau de proteção mais elevado. Para especialistas ouvidos pelos jornalistas Ana Carla Bermúdez e Lucas Borges Teixeira, do UOL, a recomendação também deveria ser seguida no Brasil.

Vitor Mori, pós-doutorando na Universidade de Vermont e membro do Observatório Covid-19 BR, explica  que as máscaras do tipo N95 e PFF-2 não são descartáveis —para ele, elas não só podem como devem ser reutilizadas, principalmente para que não se corra o risco de faltar equipamentos de proteção para os profissionais da saúde. Para Mori, o uso dessas máscaras não descarta o das máscaras de pano, que devem ser usadas em situação de menor aglomeração.

Ele recomenda uma espécie de "rodízio" entre as máscaras. Com cinco delas, por exemplo, é possível utilizar uma em cada dia útil da semana. "Usa, deixa descansando por alguns dias e depois usa de novo", explica.

Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital das Clínicas propõe um esquema que envolve a combinação de diferentes tipos de máscara, dependendo das condições de lotação e circulação do ar de cada espaço frequentado: “Você pode, por exemplo, usar uma máscara tipo N95 ou PFF-2 no transporte. Chegando no seu destino, guarda essa máscara --tirando e guardando com técnica, fazendo a higiene das mãos-- e põe a máscara comum para ficar em um ambiente onde você tem algum distanciamento, algum controle”.

Stanislau indica dois testes simples para medir a eficácias de suas máscaras de pano: o primeiro envolve observar a máscara contra a luz: se for possível enxergar do outro lado através da malha, é melhor procurar outra máscara; o outro teste pode ser feito com uma vela acesa: se, ao assoprar, a vela apagar, é preciso trocar a máscara porque ela já perdeu a capacidade de filtração.

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