Bloomberg estampa catástrofe brasileira: hospitais transbordando, corrupção generalizada e um populista obcecado por cloroquina

A agência de notícias Bloomberg fez longa matéria sobre a catástrofe sanitária e social que se desenrola no país. Ela afirma: “as razões pelas quais o Brasil criou um hospedeiro tão perfeito para o coronavírus são diversas e ainda não estão totalmente esclarecidas. Como os EUA, nunca emitiu regras nacionais para o distanciamento social”

Bloomberg e Bolsonaro
Bloomberg e Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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247 - A Bloomberg publicou extensa matéria sobre a agonia do Brasil diante do coronavírus. A agência destaca a incompetência do governo Bolsonaro, a corrupção generalizada e a lotação dos hospitais. 

O trecho em que se descreve a situação no Brasil é chocante: “as razões pelas quais o Brasil criou um hospedeiro tão perfeito para o coronavírus são diversas e ainda não estão totalmente esclarecidas. Como os EUA, nunca emitiu regras nacionais para o distanciamento social. Mesmo se o governo quisesse, as regras teriam sido impossíveis de aplicar em um país de 210 milhões em que alguns estados são maiores em área do que a França. Isso deixou as autoridades locais a fazer o que bem entendessem, emitindo ordens que variavam descontroladamente e às vezes se contradiziam. Certamente, a pobreza também faz parte do cenário: nas favelas densamente povoadas das cidades brasileiras, o distanciamento social não é viável e não trabalhar significa não comer, especialmente com o estado sem dinheiro, capaz de fornecer apoio suficiente. O mesmo acontece com a disfunção do governo. A superlotação em hospitais públicos é um problema de longa data.

A matéria ainda descreve o maior problema do país, a saber, Bolsonaro: “e depois há o presidente Jair Bolsonaro, um populista de direita que chegou ao poder com uma campanha de 2018 que ecoou as promessas de Donald Trump de "drenar o pântano". Desde que o coronavírus apareceu no Brasil no final de fevereiro, Bolsonaro frequentemente obstruiu os esforços para contê-lo, exigindo que as autoridades locais abandonassem táticas severas como fechar negócios, demitir um ministro da Saúde que pressionou por uma resposta mais agressiva e, a certa altura, limitando a divulgação de informações epidemiológicas. dados, dizendo que sem os números "não haveria mais uma história" no noticiário da noite. (A Suprema Corte ordenou que o governo voltasse a divulgar os números.) Enquanto nas primeiras semanas do surto a intransigência de Bolsonaro se assemelhava ao que estava acontecendo na Casa Branca, até Trump admitiu de má vontade a gravidade da situação quando a contagem de corpos começou a subir. Enquanto isso, Bolsonaro dobrou, insistindo que o medicamento antimalárico cloroquina é um tratamento eficaz e alegando que o número de casos está sendo exagerado.”

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