Coronavírus: mães nas favelas já relatam falta de comida

De acordo com uma pesquisa feita pela Data Favela e pelo Instituto Locomotiva, 34% das mães entrevistadas disseram que a falta de comida já é um problema

REUTERS/Pilar Olivares
REUTERS/Pilar Olivares (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
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247 - Uma pesquisa feita pela Data Favela e pelo Instituto Locomotiva apontou que 92% das mães entrevistadas entre os dias 26 e 27 de março afirmaram que, dentro de um mês, terão dificuldade para alimentar os filhos caso não sejam beneficiadas por um programa de distribuição de renda. De acordo com o levantamento, 34% disseram que a falta de comida já é um problema. Ao todo, 76% das mães também relataram que a suspensão das aulas aumentou gastos, pois a merenda da escola garantia parte das refeições das crianças.

A situação é agravada por dois fatores. A primeira é a freada geral da economia com o isolamento social, que corta a renda das mulheres autônomas. “A marmiteira, a diarista e a vendedora ambulante dependem da circulação para ganhar dinheiro. Nem quem vende bala no semáforo consegue arrecadar”, diz Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Os relatos foram publicados no jornal O Estado de S.Paulo.

Nas favelas, as mães lideram 49% dos lares. Além dos filhos, elas também cuidam dos próprios pais. De acordo com a pesquisa, 87% dessas mães estão preocupadas com a saúde de parentes mais velhos. “As favelas têm 5,2 milhões de mães. O drama se divide entre proteger sua saúde e o que ter para comer em casa”, ressalta Meirelles, do Locomotiva.

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