Curva de mortes por coronavírus no Brasil está maior que a da Espanha

O número de óbitos cresce em ritmo mais acelerado do que o registrado na Espanha há duas semanas, quando o país europeu estava na mesma fase da pandemia que o Brasil

Enterro de homem de 34 anos que morreu devido ao coronavírus em cemitério de Manaus
Enterro de homem de 34 anos que morreu devido ao coronavírus em cemitério de Manaus (Foto: REUTERS/Bruno Kelly)
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Metrópoles - Uma ferramenta utilizada pelo Observatório Covid-19 BR, que reúne 7 especialistas de instituições renomadas do mundialmente, afere a forma como o coronavírus se espalha no planeta. Há um comparativo, país a país, e os dados da plataforma mostram que a velocidade com que o vírus tem se espalhado no Brasil é maior que a da Espanha, terceira colegada em número de mortes pela pandemia.

O número de óbitos cresce em ritmo mais acelerado do que o registrado na Espanha há duas semanas, quando o país europeu estava na mesma fase da pandemia que o Brasil. A ferramentas em questão calcula quanto tempo o coronavírus demora para dobrar o número de mortes na região. E, até a manhã desta quinta-feira (23/04), mais de 2,9 mil pessoas haviam sido vítimas da Covid-19 no Brasil. Na Espanha, esse dado passa de 22 mil.

Os cientistas da Universidade de São Paulo (USP), Unicamp, Universidade Estadual Paulista, Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do ABC, Universidade Berkley dos EUA e Universidade de Oldenburg, na Alemanha, chegaram às seguintes conclusões: na última terça (21/04), o tempo de duplicação do número de mortos no Brasil era de 9 dias e 14 horas; na Espanha, esse período era de 12 dias e 7 horas; quanto menor é esse intervalo, mais letal é o vírus no país; ou seja, a curva de mortes no Brasil é mais rápida que a da Espanha.

A comparação, no entanto, precisou ser feita a partir de datas diferentes, já que a pandemia começou a matar antes na Europa. O integrante do observatório da Unesp, Vítor Sudbrack, explicou ao G1 que as análises em cada país começam depois do quinto dia após a primeira morte. De acordo com o estudo, o Brasil estava em seu 28º dia da sequência, enquanto a Espanha estava no 40º, nessa terça.

“A Espanha e a Itália, na última semana, praticamente saíram da fase exponencial de crescimento e chegaram na saturação”, afirmou Sudbrack, da Unifesp, ao G1.

“A explosão de casos em Nova York tem uma razão bastante clara: é um local com uma grande densidade demográfica e que não realizou a tempo as medidas de isolamento social”, afirma Carlos Magno Fortaleza, epidemiologista da Unesp, também ao portal.

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