Estudo da OMS aponta ineficácia da hidroxicloroquina, medicamento que entope estoques do Exército

OMS registra em estudo ineficácia do medicamento hidroxicloroquina, que foi amplamente defendido como solução mágica na imunização contra a Covid-19. Laboratório do Exército produz medicação em longa escala

Bolsonaro corre atrás de ema com cloroquina
Bolsonaro corre atrás de ema com cloroquina (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - A hidroxicloroquina, o medicamento remdesivir, da Gilead Sciences, e outros dois antivirais tiveram pouco ou quase nenhum efeito sobre os tempos de internação ou chances de sobrevivência de pacientes da covid-19, concluiu um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A informação rebate todos os argumentos de Jair Bolsonaro, que virou uma espécie de “garoto propaganda” da droga. Não satisfeito em fazer a defesa de um remédio que não possui efeito algum no combate à Covid-19, ele também investiu dinheiro público na fabricação em longa escala do medicamento, através do laboratório do Exército. Com estoques entupidos com de hidroxicloroquina, agora o governo estuda até a possiblidade de distribuí-lo na Farmácia Popular. 

Segundo reportagem do jornal Estado de S.Paulo, o estudo, feito em apenas seis meses, concluiu que os protocolos pareciam ter pouco ou nenhum efeito na redução de mortalidade em 28 dias ou na duração do tratamento hospitalar entre pacientes internados com a covid-19, disse a OMS nesta quinta-feira, 15.

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