Estudo mostra que medidas de isolamento reduziram propagação da Covid-19 pela metade no Rio e em São Paulo

O potencial de propagação caiu pela metade, mas as medidas adotadas até agora ainda não são suficientes para conter o avanço do novo coronavírus, mostrou pesquisa publicada na revista Science

Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (Foto: Tania Regô/Agência Brasil)
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247 - Estudo publicado na revista Science indicou que as medidas de isolamento social adotadas reduziram pela metade a taxa de contaminação nas das principais cidades brasileiras, apesar de terem sido insuficientes para conter o aumento de casos e mortes no País. 

A pesquisa é conduzida pela Universidade de Oxford junto com 15 instituições brasileiras e foi feita a partir de uma análise epidemiológica que avaliou registros de casos da doença, mobilidade de pessoas medida por telefones celulares e as relações entre os genomas do vírus sequenciados.

Para avaliar o impacto das intervenções não farmacêuticas (NPIs, na sigla inglesa) - como a quarentena - relacionadas à circulação de pessoas nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, os pesquisadores utilizaram um modelo estatístico baseado na mobilidade urbana, que avaliou o número de reprodução do novo coronavírus em diferentes períodos.

No início da epidemia no Brasil, os pesquisadores mostraram que, em São Paulo e no Rio de Janeiro, cada pessoa contaminava até outras três. Já nas primeiras semanas após as NPIs serem decretadas, a reprodução do vírus chegou a ser menor que 1 em São Paulo, e próximo a esse valor no Rio. Isso se deu porque a taxa de isolamento chegou a alcançar os 60%. 

Com o relaxamento das medidas de isolamento, as pessoas voltaram a circular um pouco mais, a propagação do vírus ficou entre 1,0 e 1,6 tanto em São Paulo como no Rio, número que se manteve nos meses seguintes. Ou seja, o potencial de propagação caiu pela metade, mas as medidas adotadas até agora ainda não são suficientes para conter o avanço da Covid-19. 

*Fonte: Agência Lupa 

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