Ex-deputado diz que Blairo Maggi inaugurou ‘nova sistemática’ de propinas em Mato Grosso e aponta 38 parlamentares

O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Riva citou, em delação premiada, um suposto pagamento de mesadas a 38 deputados com valores totalizam R$ 175 milhões. De acordo com o ex-deputado, o esquema ganhou "nova sistemática" na gestão Blairo Maggi

Ex-presidente da Assembleia de MT, José Riva delata Blairo Maggi
Ex-presidente da Assembleia de MT, José Riva delata Blairo Maggi (Foto: ABr)
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247 - O ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso José Riva citou, em delação premiada, um suposto pagamento de mesadas a 38 deputados com valores totalizam R$ 175 milhões. De acordo com o ex-deputado, atualmente no PSD, o esquema se estendeu por mais de duas décadas, desde 1995, e ganhou "nova sistemática" na gestão Blairo Maggi (PP/2003-2010), que depois foi ministro da Agricultura no governo Michel Temer. Pelo menos 71 estabelecimentos, alguns comandados por políticos através de 'laranjas', teriam participado do esquema.

O delator afirmou que, em 2002, Maggi decidiu que a propina deveria ser empenhada como suplementação orçamentária do Legislativo estadual e paga também a deputados de oposição. Até então, o Executivo ficava responsável pelos acertos, por meio da liderança da bancada, e beneficiavam somente parlamentares da base governista. 

"Esses repasses passam a ser feitos pela Assembleia, esses pagamentos de propina, em um acordo firmado pelo governador Blairo Maggi", disse Riva. Os relatos foram publicados pelo blog do Fausto Macedo

O novo esquema de pagamento de propinas aos deputados passou a ser feito com notas fiscais falsas ou superfaturadas emitidas por empresas que devolviam parte da receita recebida. 

"Naturalmente que, para fazer esses repasses, a Assembleia teria que recorrer a algum tipo de desvio, através da emissão de notas de empresas de prestação de serviço simulado", afirmou Riva. O superfaturamento não se verificava no preço do material, mas no montante. "A quantidade da nota geralmente era muito superior ao valor fornecido e algumas empresas sequer forneciam material".

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