Físico da USP comprova eficácia do isolamento no combate ao coronavírus

Professor José Fernando Diniz Chubaci aponta que expansão de casos desacelera em estados que praticam as recomendações médicas

(Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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Rede Brasil Atual - O professor de física da USP José Fernando Diniz Chubaci fez um estudo em que mostra que o distanciamento social em São Paulo está conseguindo mitigar a expansão do coronavírus. Com dados do Ministério da Saúde, o professor compara as curvas de crescimento de casos no país, no estado e no país sem considerar o estado de São Paulo.

Em entrevista ao jornalista Rodolpho Gamberini, do canal O Planeta Azul no You Tube, Chubaci afirma que a partir do dia 15 de março, perto do décimo oitavo dia da incidência do coronavírus no país, começou a discussão polêmica sobre os programas de isolamento social. “Depois do vigésimo ou vigésimo segundo dia, começou claramente a se formar uma tendência, em que a taxa de incidência de São Paulo crescia a uma velocidade menor do que a taxa de incidência no resto do país”, afirmou.

Chubaci diz que no vigésimo quinto dia a diferença entre São Paulo e o país já era consolidada e ele assegura que podemos concluir que o isolamento social tem dado resultados. Ele também afirma que o estado começou com 90% dos casos no país e hoje tem de 20% a 30%.

“A curva de crescimento do coronavírus em São Paulo não está achatada de vez, mas a tendência é achatar com as campanhas de isolamento social”, diz. Para Chubaci, é importante divulgar o isolamento por conta da questão dos hospitais. “Não tem leito hospitalar para todo mundo”, destaca.

O professor explica que percebe que as curvas de casos também começaram a baixar no Rio de Janeiro e na Bahia, quando seus governos começaram a divulgar a necessidade do isolamento social. “E hoje quase todos os governadores estão correndo atrás”, afirma.

Na entrevista, Chubaci comenta também sobre a importância da comunidade científica ante o desmonte na ciência que tem sido executado pelo governo Bolsonaro. “Quando surge uma emergência dessas, você vê o tanto de gente das universidades trabalhando para achar soluções”, diz.

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