General Pazuello diz que coronavírus ainda vai se expandir pelo interior

De acordo com o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, "nós vamos ter o espraiamento disso de alguma forma para o interior, vamos ter que ter as estruturas que foram preparadas na capital e região metropolitana para receber esse pessoal do interior que não tem as estruturas lá"

Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello participa da 73ª Assembleia Geral da Saúde. Brasília, 18/05/020.
Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello participa da 73ª Assembleia Geral da Saúde. Brasília, 18/05/020. (Foto: Erasmo Salomão/MS)
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247 - O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, citou nesta segunda-feira (25) uma provável expansão do coronavírus pelo interior do Brasil após o surto nas capitais e regiões metropolitanas. O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de casos da Covid-19, com 367,9 mil confirmações, e a sexta em número de mortes (22,9 mil). 

"Nós temos o impacto das capitais e regiões metropolitanas. Esse impacto ele vai passar, e nós vamos ter o espraiamento disso de alguma forma para o interior, vamos ter que ter as estruturas que foram preparadas na capital e região metropolitana para receber esse pessoal do interior que não tem as estruturas lá", disse o general durante debate sobre a Fiocruz.

O general afirmou na sexta-feira que a chegada do vírus no interior era "inevitável", sem indicar medidas concretas para deter o contágio. "Essa progressão vai acontecer, e temos que estar preparados, aumentando ainda a capacidade das capitais e cidades maiores, porque também serão o destino dessas pessoas que vão buscar o tratamento", complementou.

Enquanto o ministro destaca o provável aumento de casos de coronavírus no País, Bolsonaro amenizou os efeitos da pandemia, ao classificar a doença como uma "gripezinha". Contrariou recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), ao pedir a reabertura de alguns setores econômicos, atendendo ao lobby empresarial, e ao comparecer a manifestações de rua. Também chegou a perguntar "e daí?", ao comentar os 5 mil mortos pela doença no Brasil em abril.

Vendo a imagem de Bolsonaro derreter cada vez mais perante o Congresso, os governadores, a opinião pública e no exterior, assessores passaram a defender, nos bastidores, que ele visite hospitais para acompanhar a situação do sistema de saúde do País no combate ao coronavírus. 

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