Governo decide ampliar em 15 milhões o número de seringas requisitadas da indústria

O ministério da Saúde ampliou de 30 milhões para 45 milhões de insumos requisitados de empresas do Brasil para o enfrentamento à pandemia do coronavírus. Com sabotagem à vacinação contra a Covid-19 e o negacionismo de Jair Bolsonaro, o governo havia deixado para o antepenúltimo dia do ano um pregão para a seleção de fornecedoras

Governo amplia requisição para insumos voltado ao enfrentamento da pandemia
Governo amplia requisição para insumos voltado ao enfrentamento da pandemia (Foto: REUTERS/Charles Platiau)
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247 - Com a falta de coordenação do governo federal para disponibilizar à sociedade insumos e vacinação contra o coronavírus, o ministério da Saúde, chefiado pelo general Eduardo Pazuello, ampliou em 50% a quantidade de insumos requisitados de empresas do Brasil. Antes, a pasta havia pedido 30 milhões de insumos. Agora, quer 45 milhões.

A requisição é uma medida extrema - ministério se apropria dos produtos para pagamento posterior, de acordo com informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo.

O ministério da Saúde requisitou 15 milhões a mais de seringas e agulhas mesmo após ter recuado na orientação para que as indústrias entregassem os estoques adquiridos pelos governos estaduais.

A pasta também deixou para o antepenúltimo dia do ano um pregão para a seleção de fornecedoras. A ideia era comprar 331,2 milhões de itens, mas conseguiu somente 7,9 milhões, ou 2,3% do total. 

O governo de São Paulo, comandado por João Doria, ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir as seringas e agulhas que comprou da principal fabricante no Brasil, a Becton Dickinson (BD) Indústrias Cirúrgicas.

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