Interiorização da covid-19 no Brasil pode criar "mortos invisíveis"

“Acredito que haverá uma invisibilização da epidemia. Cada vez mais pessoas vão morrer em regiões mais distantes, em lugares mais pobres, no interior”, alerta o historiador Luiz Antônio da Silva

(Foto: Amanda Perobelli/Reuters)
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247 - O historiador Luiz Antônio da Silva Teixeira afirma que com a migração da covid-19 das capitais para o interior pode provocar uma "invisibilização da epidemia" e dos mortos pela doença. Algo que aconteceu em 1918, na “gripe espanhola” – pior crise sanitária da história. A reportagem é do jornal Estado de S.Paulo. 

“Acredito que haverá uma invisibilização da epidemia. Cada vez mais pessoas vão morrer em regiões mais distantes, em lugares mais pobres, no interior”, explica o pesquisador da Casa Oswaldo Cruz, da Fiocruz, no Rio. “A epidemia vai ficar mais invisível.”

Segundo o historiador, os primeiros estudos sobre a “gripe espanhola” consideravam registros do Rio (que era a capital do Brasil) e de São Paulo, onde o vírus se disseminou primeiro e rapidamente provocou mais mortes, mas estudos recentes mostraram um “lado oculto da gripe”. O das mortes em regiões distantes dos centros, onde não houve contagem nem divulgação dos óbitos. “Um dado que ficou fora da história.”

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