Mundo chega a um milhão de mortos pela covid-19. Brasil é responsável por 14,2% dos óbitos

O mundo chegou à marca de um milhão de mortos por covid-19, nove meses depois do primeiro caso relatado. Em meio a negligência de governos, falta de estrutura em hospitais, desconhecimento de características do vírus e oportunismo político, o planeta se viu encurralado pelo maior desastre sanitário de sua história recente, com poucas perspectivas de superação

Sepultador com trajes de proteção abre covas no cemitério de Vila Formosa em São Paulo em meio à pandemia de Covid-19 08/08/2020
Sepultador com trajes de proteção abre covas no cemitério de Vila Formosa em São Paulo em meio à pandemia de Covid-19 08/08/2020 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - Um milhão de mortos. Esse é o saldo de uma pandemia agressiva, inédita e ingrata, subestimada pela maioria dos países ocidentais quando dos primeiros alertas da China. Estima-se que o número  real de mortes seja bem maior, uma vez a subnotificação tem sido a regra nos países mais afetados, como o Brasil. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “de acordo com Alan Lopez, diretor de um grupo de pesquisa da Universidade de Melbourne, na Austrália, que estuda o impacto de doenças, a quantidade real de óbitos está em torno de 1,8 milhão. Ele calcula que até o final do ano a doença mate 2,8 milhões de pessoas, o que a tornaria a quinta maior causa global de mortes em 2020. Na sexta-feira (25), o diretor executivo do programa de emergências de saúde da OMS, Mike Ryan, admitiu ser possível que a cifra oficial dobre.”

A matéria ainda salienta que “ainda que a curva da Covid-19 tenha se estabilizado em muitos países, o número de novos casos segue crescendo mais rapidamente do que nunca, com média pouco abaixo de 300 mil por dia, e dificilmente uma vacina estará disponível em todo o mundo dentro dos próximos nove meses. Como chegamos até aqui? O histórico da pandemia sugere uma combinação de condições biológicas, negligência política e demora para agir.”

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