OMS: taxa de positivo em testes indica que epidemia está subestimada no Brasil

De acordo com o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan, “nos países que aplicam grande número de testes, a porcentagem de positivos fica perto de 5%”, enquanto no Brasil a taxa supera os 30%. Centro de pesquisa britânico Imperial College estima até 3,671 milhões de casos de coronavírus entre os brasileiros

Michael Ryan
Michael Ryan (Foto: Divulgação (OMS))
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247 - O diretor-executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, afirmou que a porcentagem (31%) de testes de coronavírus que dão resultado positivo no Brasil indica que o número real de pessoas contaminadas no País pode estar subestimado. “Nos países que aplicam grande número de testes, a porcentagem de positivos fica perto de 5%”, afirmou ele nesta segunda-feira (22). Seu relato foi publicado no jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com cálculos do Imperial College, centro de pesquisa britânico, o Brasil registra 34% dos casos possíveis. O número de brasileiros infectados pode ser o triplo do informado. O Imperial College parte da premissa de que a taxa de mortalidade por caso de coronavírus é 1,38%. Para cada morte relatada havia 72,5 pessoas infectadas. O Brasil atingiu a marca das 50.659 mortes por Covid-19 neste domingo (21), o que, pela premissa do centro britânico, indica até 3,671 milhões de casos de coronavírus no País.

De acordo com o site disponibilizado pelo governo federal para atualizações das estatísticas sobre a Covid-19, o Brasil tem 1,1 milhão de casos e 51,2 mil mortos pela doença. 

Líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove afirmou ser "muito importante saber onde o contágio acontece, para usar os recursos disponíveis da forma mais eficiente possível".

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