Páscoa, Pesach e Ramadã são afetados pela pandemia: aglomerações públicas proibidas em diversos países

“Com metade da Humanidade sob isolamento e mais de 140 países com restrições de viagens, os ritos da Páscoa, do Pessach e do Ramadã precisaram ser suspensos ou afrouxados, recorrendo a dispositivos tecnológicos para a realização de cultos e para reencontros familiares”, afirma matéria do Globo

missa vaticano
missa vaticano (Foto: Vatican Media/­Handout via Reuters)
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247 - A vida cotidiana está se modificando diante da pandemia do coronavírus no mundo. “Com metade da Humanidade sob isolamento e mais de 140 países com restrições de viagens, os ritos da Páscoa, do Pessach e do Ramadã precisaram ser suspensos ou afrouxados, recorrendo a dispositivos tecnológicos para a realização de cultos e para reencontros familiares”, afirma matéria do Globo.

Páscoa

Para os cristãos, a missa de Domingo de Ramos, comumente realizada na Praça de São Pedro para milhares de fiéis, foi rezada pelo Papa Francisco dentro da Basílica de São Pedro. Outros ritos católicos que antecedem a Páscoa  - que marca a ressurreição de Jesus - também serão adaptados à pandemia. A Via-Sacra, procissão da Sexta-Feira Santa, que simboliza a Paixão de Cristo, ocorrerá na Praça de São Pedro, sem fiéis diante da quarentena na Itália. A celebração, geralmente, ocorria nos arredores do Coliseu de Roma.

O Vaticano ainda emitiu diretrizes para que párocos e bispos em regiões sob quarentena adiem liturgias e celebrem missas sem a presença dos fiéis. O decreto informa que os párocos deverão avisar “o horário das celebrações para que [as pessoas] possam se unir em oração de suas casas”. Muitas serão transmitidas na internet e na televisão.

Pesach

A Pesach, que marca a libertação dos hebreus da escravidão no Egito, também está conturbada diante da pandemia. Isso porque em várias comunidades judaicas (as mais ortodoxas) não há o uso de eletricidade.

Vários rabinos emitiram comunicados favoráveis à transmissão de jantares através de videoconferência, porém, o rabino-chefe de Israel, país que está sob quarentena, colocou-se contra a medida, chamando-a de profanação.

A tradição religiosa impede que judeus comam trigo, espelta, cevada, aveia e centeio durante o período. Porém, trata-se dos principais ingredientes de comidas não perecíveis estocadas durante a quarentena. Essa restrição se estende aos judeus ashkenazi, que não comem diversos legumes, milho e arroz.

Ramadã

O Ramadã, que é celebrado pelos muçulmanos entre os dias 23 de abril e 24 de maio, é um período de autocontrole, reflexão e orações, durante o qual, os fiéis devem se abster de comidas, bebidas e sexo. Tradicionalmente, uma refeição é realizada logo antes do amanhecer e outra, logo após o pôr do sol, geralmente em mesquitas, entre famílias e amigos.

Na indonésia, onde está concentrada a maior população muçulmana do mundo, há o receio de que milhares de pessoas saíam da capital Jacarta e levem consigo o coronavírus para diversas regiões menos afetadas do país. O vice-presidente Ma’ruf Amin fez um apelo para que a maior autoridade clérica do país proíba o êxodo anual, chamado mudik.

No Irã, um dos países mais devastados pelo coronavírus, o aiatolá Ali Khamenei sugeriu o impedimento de aglomerações públicas durante o mês sagrado, o que já foi feito pelo governo egípcio, que baniu “todas as atividades religiosas congregacionais” durante o Ramadã.

“As mesquitas deverão ficar fechadas até que não sejam confirmados mais casos do novo coronavírus no país e as tradicionais refeições comunitárias serão banidas durante o mês. O I’tikaf, em que muitos muçulmanos passam os últimos 10 dias do Ramadã em contemplação nas mesquitas, também não acontecerá”. (O Globo - 09/04/2020)

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