Pazuello diz que única solução para colapso da saúde no Amazonas é remover 1.500 pacientes

"Eu tenho que remover 1.500 pacientes. Não vou montar 1.500 leitos de UTI nunca em Manaus”, afirmou o ministro Eduardo Pazuello durante evento em Manaus

(Foto: ABr)
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247 - O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta sexta-feira (29) que a única solução para o colapso da saúde em Manaus por conta da Covid-19 é a remoção de 1.500 pacientes para hospitais de outros estados. 

Durante evento de recepção a 108 novos médicos contratados pelo ministério para atuarem na saúde básica de Manaus, Pazuello disse que 320 pacientes já foram transferidos. Pelos cálculos do ministro, é preciso transferir ainda 1.180 pessoas.

“Se não removermos 1.500 pessoas do atendimento especializado, vai continuar morrendo de 80 a 100 pessoas por dia porque não há UTIs e não se cria uma UTI do dia para noite. Aumentar leitos, trazer oxigênio, criar UTIs... quantas? 20, 30? Eu tenho que remover 1.500 pacientes. Não vou montar 1.500 leitos de UTI nunca em Manaus”, afirmou Pazuello. 

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar os indícios de omissão do ministro da Saúde no enfrentamento à crise de saúde no Amazonas. 

Atualmente, 612 pessoas aguardam na fila por um leito nos hospitais de referências da capital, 73 delas à espera de um leito de UTI. Dos pacientes que estão nessa fila, 125 são do interior do estado e 36 deles precisam de leito de UTI. Em Manaus, a taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 90% e, para leitos clínicos, 101%.

Pazuello disse que a situação dos pacientes do interior é a mesma dos da capital. “’Ah, porque o interior está impactado!’ O Amazonas está impactado. A fila é única. Não há um leito de UTI. A remoção é a única solução”, disse.

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